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Deputados pedem quebra de sigilo de mulher de Fernando Pimentel

Requerimentos protocolados por membros da CPI do BNDES também pedem quebra de sigilo da agência Pepper, que presta serviços para o PT

Deputados protocolaram nesta quinta-feira requerimento pedindo à CPI do BNDES a quebra de sigilo de Carolina de Oliveira, esposa do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG), e de empresas envolvidas na operação Acrônimo, da Polícia Federal, como a agência Pepper, que presta serviços ao PT, e a Oli Comunicação, da qual Carolina é proprietária. Os deputados pediram ainda a quebra de sigilo de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, colaborador de campanhas de Pimentel e suspeito de desviar recursos de contratos do governo federal com suas empresas. Os autores dos requerimentos, que ainda precisam ser aprovados pela CPI, foram os deputados tucanos Miguel Haddad e Antonio Carlos Mendes Thame. O deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) já havia pedido, no início de setembro, a quebra de sigilo de empresas ligadas a Pimentel.

Os pedidos foram feitos depois que a PF deflagrou, nesta quinta-feira, mais uma fase da Operação Acrônimo, que investiga irregularidades de campanha e suposto recebimento de propina por Pimentel, além de lavagem de dinheiro de um grupo de empresários que possui laços com o petista.

Os agentes fizeram buscas em endereços de pessoas ligadas ao petista, entre elas o presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), o também ex-ministro do Desenvolvimento Mauro Borges. Ele é amigo de Pimentel e seu apadrinhado político.

A PF cumpriu cerca de quarenta mandados de busca e apreensão em cidades como Belo Horizonte, São Paulo e Brasília. A ação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça. Na capital paulista, os agentes realizaram buscas na sede da Marfrig, um dos maiores grupos alimentícios do país, e na Odebrecht. No Rio, policiais federais entraram na sede da CBF em buscas de documentos sobre Mario Rosa, que trabalhou na campanha de Pimentel e na organização da Copa do Mundo.

A Acrônimo, desencadeada em maio, tem também como alvos a primeira-dama de Minas e Bené. A investigação começou por causa da apreensão de um avião particular com 113.000 reais em dinheiro vivo durante as eleições de 2014. Bené estava na aeronave, assim como um ex-assessor do Ministério das Cidades que trabalhou na campanha de Pimentel.

Pimentel é investigado por receber vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, que ele comandou de 2011 a 2014.

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