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Déficit de janeiro é ‘sazonal’, diz governo

Segundo o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, meses de janeiro costumam ser impactados por exportações

Por Da Redação 3 fev 2014, 16h36

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, atribuiu à sazonalidade o resultado negativo recorde da balança comercial no primeiro mês do ano. “Em todos os janeiros acontecem movimentos de menores exportações”, disse, atribuindo o movimento à entressafra agrícola e às férias coletivas das empresas. “A menor atividade econômica impacta as exportações”, explicou.

O Mdic divulgou nesta segunda-feira que a balança comercial encerrou janeiro com o maior déficit da história, de 4,057 bilhões de dólares. As exportações somaram 16,027 bilhões de dólares e as importações atingiram 20,084 bilhões de dólares. A série histórica do ministério tem início em 1994.

Do lado das importações, segundo o secretário, há aumento no mês de janeiro, ligado à reposição de estoques. “O resultado desse equilíbrio é que tradicionalmente há déficit nos meses de janeiro.” Godinho destacou que janeiro foi o quarto mês consecutivo de crescimento das exportações brasileiras. O secretário comentou que a retomada do ciclo de investimento no Brasil impacta no aumento das importações. Ele argumentou que insumos e bens de capital, por exemplo, puxam o crescimento das importações.

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Ele destacou que a venda externa de carne bovina in natura bateu recorde para meses de janeiro, com 459 milhões de dólares no mês passado. Os principais mercados desse produto foram Rússia, Hong Kong, Venezuela e Irã.

A venda externa de celulose também foi recorde para meses de janeiro, com 514 milhões de dólares e 990 mil toneladas. Nesse caso, os principais mercados foram China, Países Baixos, Estados Unidos e Itália. O secretário afirmou, mais de uma vez, que janeiro deste ano foi o quarto mês consecutivo de crescimento das exportações brasileiras.

Godinho também destacou a queda de 27,4% nas exportações de automóveis no mês passado. Segundo ele, a maior retração das vendas ocorreu para o México (88% menor que janeiro de 2013).

(Com Estadão Conteúdo)

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