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Decisão da Ford de restringir produção em Camaçari afetará 2 mil trabalhadores

Montadora atribuiu a decisão de encerrar a produção no turno da noite à "significativa desaceleração do mercado automotivo" em 2015

Por Da Redação 24 nov 2015, 21h20

A decisão da Ford de encerrar as atividades de produção do turno da noite em uma fábrica na Bahia, anunciada na tarde desta terça-feira, 24, afetará cerca de 2 mil trabalhadores, entre funcionários da própria Ford e sistemistas (fornecedores), informou hoje a montadora, por meio de sua assessoria de comunicação. A fábrica fica na cidade de Camaçari e conta hoje com 4.712 empregados.

A empresa, no entanto, ainda não sabe o que vai acontecer com o excedente de trabalhadores, se serão demitidos, se entrarão em férias coletivas ou se serão cadastrados no Programa de Proteção ao Emprego (PPE), do governo federal. As empresas que aderem ao programa podem reduzir a jornada de trabalho dos funcionários em até 30%, com diminuição dos salários no mesmo nível. Metade da perda salarial é compensada pelo governo.

A promessa da montadora, por enquanto, é utilizar “todas as ferramentas possíveis para tratar do excedente da força de trabalho na fábrica”. As negociações com o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari já começaram. A Ford atribuiu a decisão de encerrar a produção no terceiro turno à “significativa desaceleração do mercado automotivo” em 2015, que resultou em uma queda no volume produzido pela fábrica. A unidade tem capacidade para produzir 250 mil veículos por ano.

Caminhando para terminar o ano com o pior nível de vendas desde 2007, o setor automotivo já demitiu pelo menos 37,8 mil trabalhadores em 2015, sendo 26 mil nas concessionárias e 11,8 mil nas montadoras, mostram dados da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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(Com Estadão Conteúdo)

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