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Decepção com postura do G-20 derruba bolsas na Europa

Por Da Redação - 27 fev 2012, 14h53

Por Renan Carreira

Londres – As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira, com a decepção com o G-20 pesando sobre os principais mercados internacionais. Durante o fim de semana, o grupo dos 20 países mais ricos do mundo não chegou a nenhuma decisão a respeito do aumento dos recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que a entidade pudesse ajudar a Europa. Pelo contrário, o grupo cobrou dos líderes europeus uma elevação nos fundos de resgate do bloco, dando como prazo máximo o dia 31 de março. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,34%, fechando a 263,86 pontos.

Segundo fontes, o G-20 considera apropriado que a capacidade de empréstimo do Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês) seja elevada para 1 trilhão de euros, do volume atual de 500 bilhões de euros. Esse fundo permanente de resgate deve entrar em vigor no meio deste ano. Combinados, o reforçado FMI e o ESM teriam cerca de US$ 2 trilhões para combater a crise da dívida soberana na Europa.

Hoje, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que os líderes da zona do euro vão decidir em março se aumentarão a capacidade de empréstimo dos fundos regionais de resgate – e não na reunião de cúpula que será realizada esta semana na Bélgica. Ele disse ainda que a reunião de cúpula dos dias 1º e 2 de março vai focar no segundo pacote internacional de resgate para a Grécia e nos resultados da participação do setor privado na reestruturação da dívida do país.

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A principal oposição ao aumento do ESM, que poderia ser combinado com os recursos restantes da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês), vem da Alemanha. Mas o país começa a dar sinais de que pode estudar o assunto, com o aumento da pressão internacional para a Europa fortalecer suas proteções financeiras. Como a reunião do G-20 terminou sem medidas efetivas, o objetivo é que um acordo seja obtido em abril, durante a reunião de primavera do FMI.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX perdeu 0,22%, fechando a 6.849,60 pontos. Traders disseram que a realização de lucros fez com que as ações do Daimler caíssem 2,9% e as do Commerzbank registrassem queda de 2,8%.

Em Londres, o índice FTSE teve queda de 0,33%, a 5.915,55 pontos. Essar Energy registrou a maior perda, baixa de 14,6% após reportar prejuízo antes de impostos de US$ 881,1 milhões no ano fiscal. HSBC também ficou no vermelho, uma queda de 3,7% após resultados do ano fiscal. Bunzl, por outro lado, teve alta de 2,3% depois de dos resultados do ano fiscal agradarem aos investidores.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, recuou 0,74%, para 3.441,45 pontos. As instituições bancárias registraram queda. Société Générale caiu 3%, o Crédit Agricole recuou 3,5% e o BNP Paribas teve queda de 0,9%. As ações das montadoras também caíram após o JPMorgan rebaixar seu rating sobre o setor na Europa. Peugeot recuou 3,5% e a Renault teve queda de 2,2%.

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Em Madri, o índice Ibex 35 teve alta de 0,11%, para 8.537,20 pontos. Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, recuou 0,45%, para 5.532,97 pontos. Na Itália, o FTSE MIB registrou queda de 1,09%, para 16.308,60 pontos. As informações são da Dow Jones.

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