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CSN poderá retomar obra de usina em Volta Redonda

Empresa havia sido obrigada a suspender a obra na terça-feira por não ter pago a multa referente a compensações ambientais do impacto do projeto

Por Da Redação 8 mar 2013, 15h50

Depois de ser obrigada a suspender as obras de construção de sua usina de aços longos em Volta Redonda, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) foi autorizada nesta sexta-feira pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) a retomar os trabalhos. A construção foi embargada na última terça-feira por falta de pagamento de 2,218 milhões de reais em compensações ambientais pelo impacto do projeto, descumprindo acordo com a autoridade ambiental do Rio de Janeiro.

De acordo com o Inea, a companhia depositou na quinta-feira o montante na conta do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Diante da regularização do pagamento, a gerência de fiscalização liberou a construção, tocada pela Odebrecht. A CSN já chegou a ter 3 mil trabalhadores no canteiro de obras da unidade.

Em dezembro, a Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro aplicou a multa à CSN por descumprimento de alguns itens acordados em um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), firmado pela empresa com a secretaria e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) em 2010. De acordo com a secretaria, o termo foi acordado após o vazamento de material oleoso no Rio Paraíba do Sul. Na época, a CSN se comprometeu a investir em compensações ambientais e em ações na área da usina Presidente Vargas, na cidade de Volta Redonda.

A nova usina de aços longos da CSN, orçada em 1,2 bilhão de reais, está prevista para entrar em operação no fim de agosto. As instalações possuem um alto-forno elétrico em arco e uma usina de rolagem de aço e terá capacidade para produzir 500 mil toneladas de produtos de aço longos por ano.

Procurada, a CSN informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não calculou o total de perdas com a suspensão da obra, mas afirmou que o cronograma está mantido.

(com Estadão Conteúdo)

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