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Crise fiscal e populismo no Japão, entenda o que acontece no país

Dívida pública do país é alta e sinaliza cautela aos investidores

Por Veruska Costa Donato 20 jan 2026, 19h19 • Atualizado em 21 jan 2026, 09h38
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    O Japão entrou no radar dos mercados globais por um motivo pouco confortável: deixou de ser visto como porto seguro previsível e passou a representar risco fiscal e monetário. A leitura foi feita por Luis Ferreira, da EFG Private Wealth Management, em entrevista ao Programa Mercado. Até pouco tempo atrás, o Japão aparecia como alternativa estratégica para investidores que buscavam diversificação fora do dólar e do euro. Esse status, porém, ficou para trás com a crise política e o avanço de medidas vistas como populistas.

    No centro da preocupação está a agenda da primeira-ministra Sanae Takaichi, que inclui a redução temporária de impostos sobre alimentos. Para Ferreira, o problema não é o alívio ao consumidor, mas o contexto: uma economia com dívida pública acima de 200% do PIB. Cortar impostos, nesse cenário, significa menos arrecadação, mais endividamento e perda de previsibilidade — exatamente o oposto do que os mercados buscam. A antecipação de eleições e a dissolução do Parlamento só reforçam a sensação de instabilidade.

    Outro ponto sensível é a política monetária. Enquanto Estados Unidos e Europa discutem cortes de juros, o Japão pode seguir na contramão, com expectativa de alta de taxas na próxima decisão do Banco Central do Japão. Subir juros em uma economia extremamente alavancada aumenta a volatilidade da moeda e acende alertas globais. Somem-se a isso os desafios estruturais — envelhecimento da população, baixa produtividade e a necessidade crescente de automação e inteligência artificial — e o resultado é um Japão que preocupa. “Quando um país desse tamanho entra em modo de incerteza fiscal e monetária, o mundo tende a crescer menos”, resume Ferreira.

     

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