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Crédito do BNDES para pequenas deve superar R$ 7 bi

Por Ricardo Leopoldo

São Paulo – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou hoje que, apesar do processo de agravamento da crise internacional, a concessão de crédito para micro e pequenas empresas pelo banco oficial não foi atingido. “Ainda não constatamos um processo de contração de crédito da pequena empresa, uma variável relevante que as autoridades econômicas estão a observar”, comentou, após dar aula no Curso Intensivo de Jornalismo Econômico organizado pelo Grupo Estado.

Coutinho ressaltou que cerca de 500 mil empreendedores de pequeno porte recebem financiamento do BNDES, num valor médio de R$ 15 mil por companhia, o que deve gerar um montante de liberações de recursos superior a R$ 7 bilhões para este segmento de empresas em 2011.

Segundo Coutinho, não há estimativas do banco sobre os desembolsos para o ano que vem. A previsão de liberação de recursos para 2012 depende de alguns fatores, como o desempenho do nível de atividade no quarto trimestre e a influência da crise internacional sobre os investimentos de longo prazo, especialmente em infraestrutura. “Não há previsão de desembolso para 2012”, afirmou. “Nós temos buscado moderar o papel do BNDES.”

Para 2011, o banco oficial projeta que a liberação total de recursos ficará ao redor de R$ 140 bilhões, marca inferior aos R$ 143,6 bilhões registrados no ano passado – o valor relativo aos desembolsos de 2010 não leva em consideração os R$ 24,5 bilhões concedidos para a capitalização da Petrobras.

Estádios – De acordo com Coutinho, estão em dia as liberações de recursos para 8 dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014 que contam com financiamentos do BNDES.”Os estádios estão sendo construídos dentro do cronograma”, afirmou. “A nossa expectativa é de que os cronogramas de execução se acelerem e os estádios fiquem prontos a tempo, uma parte deles para a Copa das Confederações (em 2013). Certamente, todos estarão prontos para a Copa do Mundo.”

Segundo Coutinho, o ritmo de desembolsos é diferenciado entre as obras. “Existem casos em que já se desembolsou mais da metade dos recursos, mas em geral estamos entre um terço e metade”, afirmou. “Esperamos um 2012 produtivo em termos de aceleração das obras, com boa parte delas em estágio de acabamento até o início de 2013.”