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Coronavírus: Vendas de notebooks disparam e são iguais às da Black Friday

Entre os dias 16 e 22 de março, compras dos aparelhos cresceram 112% em relação à semana anterior, com a expansão do home office, segundo a Nielsen

Por Alessandra Kianek 9 abr 2020, 11h33

Com as restrições de deslocamento da população e a adoção do trabalho home office em decorrência do avanço da pandemia do novo coronavírus, as vendas de notebooks dispararam no comércio varejista do país. Entre os dias 16 e 22 de março, o crescimento nas compras desses produtos foi de 112,4% em relação à semana anterior – volume equivalente ao total comercializado na semana da Black Friday de 2019. O levantamento foi realizado pela Nielsen, que acompanhou as vendas em aproximadamente 150 estabelecimentos de varejo no país.

As mudanças no padrão do consumo do brasileiro foram além das aquisições de mantimentos para a casa. “O isolamento causado pela Covid-19 passou a exigir uma preparação para o home office. Enquanto antes os aparelhos celulares e as TV eram as categorias que movimentavam a cesta de eletrônicos nas compras, verificamos que, durante a terceira semana de março, os equipamentos para o trabalho e lazer em casa foram os grandes destaques positivos”, explica Fernanda Vilhena, gerente de atendimento ao varejo da Nielsen Brasil. 

No mesmo período, as vendas de consoles de jogos tiveram alta de 137%, e jogos e periféricos, de 103%. Apesar do desempenho significativo desses produtos, a cesta de compras de eletrônicos apresentou recuo de 9%. Isto ocorreu porque os televisores e os celulares são os itens de maior representatividade nesse segmento.

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