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Controladora da British Airways negocia compra da American Airlines, diz jornal

International Consolidated Airlines Group (IAG) quer adquirir fatia minoritária da companhia aérea americana em concordata

Por Da Redação 6 ago 2012, 09h59

O International Consolidated Airlines Group (IAG), empresa resultante da fusão entre a espanhola Iberia e a British Airways, considera comprar uma fatia minoritária na American Airlines e pretende garantir que a empresa aérea norte-americana permaneça na aliança OneWorld, segundo reportagem do Financial Times.

Willie Walsh, executivo-chefe da IAG, disse que a ideia de adquirir uma fatia na American Airlines “é algo que vamos avaliar”. Walsh também afirmou que apoia uma fusão entre a American Airlines e a US Airways.

A American Airlines é controlada pela AMR Corp, que entrou com pedido de concordata nos Estados Unidos em novembro de 2011. Desde então, sua compra por inúmeras empresas da concorrência tem sido ventilada na imprensa. A US Airways estaria em negociações avançadas com a AMR Corp desde o início de 2012. Em julho, seus presidentes chegaram a se encontrar para avaliar uma possível negociação, segundo o jornal The Wall Street Journal. A Delta Airlines e o fundo TPG Capital também estariam interessados em adquirir a empresa.

Dívida impagável – A American Airlines, que já foi a maior companhia aérea dos Estados Unidos e agora aparece no terceiro posto do setor, pediu concordata em 29 de novembro para reestruturar sua dívida, reduzir seus custos e tentar voltar a ser competitiva. A AMR, matriz da American Airlines, era uma das poucas grandes companhias aéreas dos Estados Unidos que não haviam recorrido ainda ao Capítulo 11 da Lei de Quebras, como fizeram há alguns anos suas rivais Delta, United Airlines (agora United Continental) e US Airways.

O aumento dos custos trabalhistas, o fracasso das negociações com seus pilotos nos últimos meses e o encarecimento do combustível tornaram impagável a enorme dívida da American Airlines, de 29,55 bilhões de dólares, enquanto seus ativos somam 24,72 bilhões.

(Com Agência Estado)

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