‘Continuamos com a agenda de consolidação fiscal com justiça social’, diz novo ministro
Dario Durigan, que assumiu nesta sexta-feira, 20, o posto de Fernando Haddad, listou combustíveis, desonerações e orçamento entre suas prioridades
Dario Durigan, o ex-secretário-executivo que, a partir desta sexta-feira, 20, já é o novo ministro da Fazenda do Brasil, fez no final desta tarde sua primeira declaração como o chefe da política econômica do governo Lula. Ele reforçou, como já era esperado, seu comprometimento com a agenda que já vinha sendo tocada por Haddad e citou, entre as suas prioridades para o restante do ano, a continuidade das negociações para controlar o aumento de preços dos combustíveis, as reduções a serem feitas nas desonerações e também a estruturação de um novo orçamento equilibrado para o ano que vem. Reportagem da edição desta semana de VEJA faz um perfil do novo ministro, que tem uma carreira marcada pelo perfil técnico e de bastidores, e também analisa os principais desafios que ele tem agora pela frente.
“O trabalho, sob a minha condução, é de continuidade do que pude acompanhar durante a gestão do ministro Fernando Haddad”, disse o advogado de 41 anos a jornalistas na saída do ministério, em Brasília, cumprindo um rito de rotina na portaria que já era feito semanalmente por Haddad. “O meu compromisso segue a linha que o ministro Haddad já nos guiou, de garantir a soberania do país e sempre garantindo o lado do povo brasileiro. O que guia a minha gestão à frente do ministério da Fazenda é essa continuidade do comprometimento com uma consolidação fiscal com muita justiça social.”
Haddad, ao lado do presidente Lula e do próprio Durigan, confirmou sua saída do ministério e posse de seu secretário na quinta-feira, 19, em um evento com prefeitos e ministros. O agora ex-ministro deve ser lançado pelo PT para concorrer mais uma vez ao governo de São Paulo e ser o porta-voz da campanha do presidente no estado.
Durigan defendeu o comprometimento fiscal da gestão que agora assume – mesmo que, na visão de muitos, ela continue falha – e se comprometeu com sua continuidade. “Fizemos um ajuste de 2% do PIB e estamos fazendo um orçamento a ser entregue para 2027 que seja muito melhor e mais forte do que o que recebemos em 2022”, disse. “Este não é um trabalho que está pronto, não está acabado, mas cabe a mim e à minha equipe fazer com que esse trabalho siga com muita intensidade.”





