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Consumidor brasileiro lidera otimismo entre oito emergentes

Segundo o Credit Suisse, 58% dos brasileiros creem que suas finanças vão melhorar em seis meses. Na Índia, 2ª colocada, a parcela dos otimistas é de 43%

A China, terceira colocada, contabilizou 40% de consumidores considerados otimistas

A confiança do consumidor brasileiro é a maior entre oito países emergentes analisados pelo Instituto de Pesquisa do Credit Suisse. Estudo divulgado nesta terça-feira mostra que 58% dos brasileiros acreditam que suas finanças pessoais vão melhorar nos próximos seis meses, enquanto 37% preveem que elas continuarão no mesmo patamar e apenas 5% acham que ficarão piores. Na Índia, que ficou em segundo lugar, a parcela dos otimistas é de 43%; ao passo que, na China, em terceiro, é de 40%.

“O aumento recente da renda nominal mitigou os efeitos da inflação, o que fez com que a população continuasse a consumir e direcionasse seus gastos, cada vez mais, para itens que não são de primeira necessidade, como produtos de beleza e tecnologia”, disse o corresponsável pela área de análise de ações para a América Latina do Credit Suisse, Andrew T. Campbell, em nota divulgada à imprensa. “Os brasileiros costumam gastar em vez de poupar. Existe um apetite por ativos reais, como imóveis, quando não são considerados os ativos financeiros”, diz a pesquisa.

Perfil – O Estudo do Consumo Emergente (Emerging Consumer Survey) busca traçar o “perfil do ambiente de consumo” nas nações que compõem o grupo dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e na Turquia, Arábia Saudita, Egito e Indonésia. A população desses países, de acordo com o Credit Suisse, soma 3,5 bilhões, ou metade de todas as pessoas da terra.

Ao subtrair do porcentual de otimistas o número de pessoas ouvidas que disseram acreditar que sua condição financeira vai piorar nos próximos seis meses, o resultado mostra que a confiança do brasileiro caiu. Em 2010, o saldo de brasileiros otimistas era de 59%. Em 2011, essa parcela ficou em 53%. “Esse dado é particularmente notável entre os consumidores que alocam uma proporção significativa de sua renda em gastos com alimentação”, diz o estudo.

(com Agência Estado)