Conselho da Petrobras avalia nesta quarta venda de Pasadena
Refinaria nos EUA foi alvo de uma série de denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato.
A Petrobras informou que as negociações para venda da refinaria de Pasadena à Chevron estão “em estágio de conclusão” e deverão ser apreciadas por seu Conselho de Administração nesta quarta-feira, 30, segundo comunicado da estatal ao mercado.
“A operação ainda não foi apreciada pelo Conselho de Administração da Companhia e os contratos que formalizam a transação ainda não foram assinados. Tal etapa está prevista para ocorrer na data de hoje e, uma vez confirmada, será devidamente comunicada”, afirmou.
A venda da refinaria deverá incluir todo o sistema de operações de refino, tanques com capacidade de armazenamento de 5,1 milhões de barris de petróleo e derivados, terminal marítimo e estoques associados. Os valores da negociação ainda não foram revelados.
Passadena é alvo de uma série de denúncias de corrupção na gestão Dilma Rousseff investigadas pela Operação Lava Jato.
Prejuízo milionário
A Petrobras comprou Pasadena em duas etapas, em 2006 e 2012. Na primeira, pagou 359 milhões de dólares por 50% da refinaria à companhia belga Astra Oil – que, no ano anterior, havia desembolsado 42 milhões de dólares por 100% dos ativos da planta. Na época, Dilma presidia o conselho de administração da Petrobras.
Em 2012, a estatal pagou 820 milhões de dólares pelos outros 50%. O negócio começou a ser investigado, em 2013, pelo Ministério Público no Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo o TCU, o conselho da petroleira aprovou a compra da refinaria com base em critérios “antieconômicos” que causaram um prejuízo de 580 milhões de dólares à empresa.
Em 2014, quando questionada sobre os problemas na aquisição de Pasadena, Dilma afirmou que recebeu informações incompletas das diretorias da Petrobras responsáveis pela negociação, o que a induziu a aprovar o negócio.
(Com Reuters)
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