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Conselho da Caixa não recebeu denúncias de assédio sexual de Guimarães

Conselheira que representa os interesses dos funcionários entregou, nesta quarta-feira, pedido de auditoria externa para identificar os envolvidos no caso

Por Felipe Mendes Atualizado em 29 jun 2022, 16h40 - Publicado em 29 jun 2022, 16h33

Embora diversas funcionárias tenham relatado casos de assédio sexual por parte do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, aos canais de ouvidoria da estatal, os relatos não foram repassados ao conselho de administração. Segundo a conselheira que representa os interesses dos funcionários da Caixa, Maria Rita Serrano, em nenhum momento as denúncias foram pauta nas reuniões. Nesta quarta-feira, 29, ela solicitou ao conselho que delibere a contratação de uma auditoria externa para a avaliação e uma punição de envolvidos no caso que deve culminar com a demissão de Guimarães, uma das principais figuras da equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro.

A conselheira conta, em entrevista a VEJA, que já recebera relatos de funcionários sobre assédio moral dentro da companhia, mas que nunca ouviu relatos de algo do porte da denúncia de uma cultura de assédio na empresa, como revelada pelo portal Metrópoles. “O conselho não tinha conhecimento dessas denúncias. Isso nunca foi pauta no conselho. Eu estou cobrando que as áreas internas de controle, que são a corregedoria, a auditoria e a ouvidoria, expliquem para nós por que o conselho não foi comunicado. Muitos, nesses últimos tempos, me procuraram para fazer diversos tipos de denúncia sobre as condições de trabalho na instituição, mas nunca fui procurada por nenhuma dessas colegas para tratar desse assunto”, diz Serrano, em entrevista a VEJA. “Já havia rumores de assédio dentro da Caixa, mas nunca houve nada concreto sobre um assunto tão grave e que demandasse investigação. Eu fiquei bastante indignada e assustada com esses relatos.”

Serrano entende que a única forma de dar vazão e celeridade às denúncias é por meio de uma auditoria independente. “Eu estou cobrando que o conselho contrate uma empresa de investigação externa para agilizar o processo de investigação e dar idoneidade ao processo. Nos relatos dessas colegas, elas falam em outros dirigentes ou em outros assessores que estavam sendo cúmplices desse assédio. Portanto, para você garantir o processo de transparência, de agilidade e idoneidade, eu entendo que uma empresa de investigação externa deva ser contratada”, afirma. Uma reunião extraordinária deve ser marcada para deliberar sobre o assunto. As vítimas envolvidas na denúncia atuam (ou atuavam) no âmbito do programa Mais Brasil, de inclusão social, digital e bancária.

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