Conheça o Banco Pleno: instituição liquidada pelo Banco Central após crise financeira
Decisão ocorreu após deterioração da liquidez e descumprimento de regras regulatórias
O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (18) a liquidação do Banco Pleno, instituição controlada pelo empresário Augusto Ferreira Lima e ex-sócio do Banco Master. A decisão ocorre após meses de deterioração na avaliação de risco do banco, que vinha enfrentando dificuldades crescentes de liquidez e de sustentação financeira.
De acordo com a autoridade monetária, a intervenção foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, além do descumprimento de regras que regem o funcionamento do sistema bancário e do não atendimento a determinações regulatórias previamente estabelecidas.
Entenda quem é o Banco Pleno
A origem do banco remonta ao Banco Indusval, fundado em 1970 com atuação voltada ao crédito corporativo e ao agronegócio. Em 2020, a instituição passou a se chamar Voiter, sob controle de Roberto de Rezende Barbosa. Já naquele período, o banco apresentava baixa rentabilidade recorrente e passivos elevados, cenário que persistiu mesmo após sua integração ao ecossistema do grupo Master.
A aquisição pelo atual controlador ocorreu em julho de 2025, quando a marca foi novamente alterada para Banco Pleno. Na transição, foi herdado um volume bilionário de passivos atrelados a Certificados de Depósito Bancário (CDBs), situação que levou o Banco Central a impedir a emissão de novos títulos pouco tempo depois.
Entre os principais produtos operados pela instituição estava o Credcesta, cartão consignado de benefícios que figurava como um dos ativos relevantes originados dentro do ambiente de negócios associado ao grupo Master.





