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Congresso deve ter coragem de debater a responsabilidade fiscal, diz Hugo Motta

Segundo o presidente da Câmara, o momento é favorável para que os parlamentares enfrentem a agenda de reformas estruturais

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jun 2025, 11h21 • Atualizado em 7 jun 2025, 12h19
  • O agravamento da crise fiscal e a forte reação contrária ao aumento do Imposto sobre Operação Financeira (IOF) do empresariado, do mercado financeiro e da maioria dos políticos criaram as condições necessárias para que o Brasil discuta, enfim, reformas estruturais que reduzam o tamanho da máquina pública, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Para que o debate gere impactos concretos, é preciso que os parlamentares também assumam essa responsabilidade. “O Congresso precisa ter a coragem de enfrentar esses temas, porque a situação nos obriga a fazer uma reflexão sobre aquilo que o país não suporta mais do ponto de vista das contas públicas”, afirmou a jornalista após participar do Fórum Esfera 2025, promovido pela Esfera Brasil na cidade paulista do Guarujá.

    “Chegou a hora de tomar decisões importantes e estruturantes que garantam que o estado possa ter contas públicas mais organizadas”, acrescentou. De acordo com o presidente da Câmara, somente resolvendo os problemas estruturais que impedem que a dívida pública se estabilize e, depois, regrida, o país terá condições de “cuidar mis de quem mais precisa”.

    Cumprindo o combinado de não revelar as medidas em discussão com a equipe econômica, apresentadas pela primeira vez por Haddad a ele e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em almoço no Palácio do Alvorada na última terça-feira 3, Motta evitou comentar as propostas, mas confirmou que elas serão apresentadas ao colégio de líderes da Câmara no início da noite deste domingo 8.

    “Temos que ter muita responsabilidade, serenidade e equilíbrio, que é o que temos tido nesse momento todo, para que aquilo que já está difícil não venha a ser piorado com movimentos políticos bruscos”, afirmou. Motta acrescentou que esperará a reação das lideranças da Câmara para decidir se colocará em votação, na próxima terça-feira 10, o projeto de decreto legislativo (PDL) que propõe derrubar o Decreto nº 12466, que eleva alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 22 de maio e que serviu de estopim para o movimento das últimas semanas em prol de medidas estruturais.

    Na ocasião, Motta afirmou que o Brasil não merecia mais impostos e deu um prazo de dez dias para que o governo apresentasse propostas que atacassem as raízes do crônico desequilíbrio fiscal brasileiro. “Amanhã, após a apresentação das medidas do governo, decidir sobre o PDL, que pode entrar na pauta na próxima terça-feira”, disse. ” Tudo isso será deliberado após essa conversa de amanhã.”

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