Como o Banco Central tenta conter as fraudes com Pix durante o Carnaval
Como acionar o principal mecanismo para recuperar dinheiro perdido em golpes do Pix
Após um ataque hacker registrado contra o Banco do Nordeste em 26 de janeiro, o Banco Central adotou arestrição do Pix como uma estratégia de segurança. Ao monitorar a atuação da provedora JD Consultores, envolvida na infraestrutura de serviços financeiros ligados ao caso, e identificar uma fragilidade operacional, a autoridade monetária determinou que a empresa restringisse temporariamente operações de Pix para determinados clientes.
A informação é de reportagem do Valor Econômico. Até setembro do ano passado, o banco se conectava ao Pix de forma indireta, usando a infraestrutura da JD como provedora de serviços de tecnologia. Quando passou a se conectar diretamente ao sistema, não teria desativado certificados antigos usados nessa conexão.
A decisão foi tomada na sexta-feira anterior ao Carnaval, momento em que cresce o volume de transações instantâneas e, historicamente, aumentam as tentativas de fraude.
Golpe no Pix: como funciona o principal mecanismo para recuperar dinheiro
O Pix possui camadas de proteção e mecanismos para tentar recuperar valores enviados em golpes. O principal é o Mecanismo Especial de Devolução (MED). É acionado pelo aplicativo do banco ou instituição financeira da vítima e permite o bloqueio temporário de recursos na conta do recebedor.
O caso será então analisado pelas instituições envolvidas. Se a fraude for confirmada, o valor pode ser devolvido total ou parcialmente, dependendo do saldo disponível. O pedido pode ser feito em até 80 dias após a transação. O MED não garante a devolução, pois depende da análise do caso e da existência de saldo na conta do fraudador. Caso não consiga é possível registrar uma reclamação no site do Banco Central.





