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Como a demissão do presidente da Caixa resolve um problemão de Guedes

Guedes almejava emplacar Daniella Marques em novo ministério — mas colecionava resistências ao nome de sua ex-assessora

Por Victor Irajá Atualizado em 30 jun 2022, 14h43 - Publicado em 30 jun 2022, 11h25

Além de um óbvio afago ao eleitorado feminino, contingente no qual o presidente Jair Bolsonaro patina entre os eleitores, a escolha da economista Daniella Marques para a presidência da Caixa Econômica Federal resolveu um problema para o ministro da Economia, Paulo Guedes. Braço-direito do chefe das finanças do país, a ex-secretária de produtividade e competitividade e ex-assessora especial de Guedes tinha seu nome cantado para assumir o Ministério da Indústria, prometido por Bolsonaro ao setor corporativo. O presidente almeja recriar a pasta para agradar ao empresariado e, de quebra, à classe política.

O problema é que o nome de Daniella era rejeitado pelos industriais, já que a então assessora do ministro da Economia não tem qualquer afinidade com o setor. Antes de assumir a Secretaria de Produtividade, em dezembro do ano passado, Daniella era assessora especial do ministro e fez carreira no mercado financeiro.

Formada em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Daniella é, desde o início do governo, uma das principais aliadas do ministro. Escolhida para substituir Pedro Guimarães no comando do banco público, depois de uma série de denúncias envolvendo casos de assédio sexual dentro da instituição, a solução foi preparada por Guedes junto a Bolsonaro. 

Empresários relataram a VEJA que preferem até algum nome da classe política que conheça, minimamente, a indústria em detrimento a Daniella. Diante da rejeição do nome da nova presidente da Caixa perante à indústria, a solução caseira para o escândalo envolvendo Guimarães agradou a todos. Interessada por ser alçada a um posto mais importante dentro do governo, Daniella o conquistou. Guedes, por sua vez, mantém a influência dentro do banco público e Bolsonaro consegue dar uma resposta a críticos levando uma mulher a um importante cargo dentro da estrutura estatal.

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