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Cofundador da Oracle garante US$ 40 bilhões para viabilizar oferta pela Warner Bros

Larry Ellison usa fortuna pessoal para dar lastro bilionário à proposta ligada à Paramount e tentar virar o jogo contra a Netflix

Por Carolina Ferraz Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 22 dez 2025, 15h40 • Atualizado em 22 dez 2025, 16h07
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    O cofundador da Oracle, Larry Ellison, decidiu colocar o próprio patrimônio como pilar central da oferta que envolve a aquisição da Warner Bros. Discovery. De acordo com um documento regulatório divulgado nesta segunda-feira, 22, o empresário se comprometeu a garantir individualmente até 40,4 bilhões de dólares em financiamento via ações, reforçando a solidez da proposta apresentada no mercado.

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    Na prática, a medida funciona como uma salvaguarda financeira. Caso haja qualquer lacuna na estrutura de capital da operação, Ellison assume a responsabilidade de cobrir os valores necessários. Ao atrelar seu nome e sua fortuna ao negócio, o bilionário busca reduzir dúvidas sobre a viabilidade da transação e assegurar que o acordo não ficará dependente de condições adversas de mercado.

    A movimentação responde diretamente às preocupações do conselho da Warner Bros. Discovery, que vinha questionando a robustez financeira da oferta associada à Paramount e a ausência de um envolvimento mais explícito da família Ellison. Embora Larry Ellison não participe da gestão da Paramount, seu apoio é determinante, já que ele financia a Skydance, empresa ligada ao grupo e peça-chave na proposta.

    A oferta prevê o pagamento integral em dinheiro, no valor de 30 dólares por ação, cifra superior à apresentada pela Netflix. Ainda assim, o desenho financeiro mais complexo levantou resistências dentro da Warner. Poucos dias antes da divulgação da garantia pessoal de Ellison, o conselho da companhia recomendou oficialmente que os acionistas rejeitassem a proposta vinculada à Paramount.

    A diretoria da Warner defendeu que o acordo já firmado com a Netflix apresenta menor grau de incerteza. Classificado como vinculante, o entendimento com a gigante do streaming combina pagamento majoritariamente em dinheiro e compromissos de dívida previamente definidos, sem a necessidade de novas captações ou garantias adicionais, fator que pesou na preferência da companhia.

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