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CNI entrega a Dilma propostas para nova secretaria

Entidade defende o aumento do limite de faturamento para enquadramento no 'Simples', mudanças no câmbio e ampliação de investimento na China

Por Luciana Marques - 1 abr 2011, 13h42

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, elogiou nesta sexta-feira o projeto de lei enviado pelo governo ao Congresso que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Segundo ele, o órgão será eficiente por concentrar ações do setor antes divididas entre vários ministérios. O executivo encontrou-se com a presidente Dilma Roussef e lhe entregou propostas da indústria ao novo órgão.

Entre as propostas apresentadas à presidente está a que aumenta o limite de faturamento das companhias para se enquadrarem no Simples – o sistema de tributação simplificada criado em 1996 para micro e pequenas empresas. “O teto de enquadramento no Simples está ultrapassado, é preciso um reajuste. Também é preciso incentivar a microempresa a virar uma média empresa”, avaliou o presidente da CNI. A confederação defende um reajuste no valor limite de faturamento anual de 2,4 milhões de reais para 3,6 milhões, a fim de que as micro empresas paguem o imposto simplificado por mais tempo. De acordo com Andrade, nas condições atuais, “a empresa sai da escala que está hoje pagando uma taxa em torno de 11% e vai para quase 33%”.

Oficialmente, o encontro com Dilma foi para tratar da viagem à China no dia 12 de abril – cerca de 200 empresários brasileiros participarão das reuniões no país. Andrade disse que o Brasil não quer apenas importar produtos chineses, mas ampliar os investimentos entre os países.

O presidente da CNI também defendeu mudanças no câmbio, já que o dólar a 1,62 reais tem incentivado compras no exterior. “A presidente acha que temos que agir de forma rápida, eficiente e que o governo brasileiro tem de investir com barreiras técnicas e com fiscalização. Também é preciso aumento da tributação das aplicações financeiras”, declarou.

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