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Chipre solicita resgate da UE–governo

Por Michele Kambas

NICÓSIA, 25 Jun (Reuters) – O Chipre tornou-se nesta segunda-feira o quinto país da zona do euro a buscar ajuda financeira dos fundos de resgate da União Europeia (UE), anunciando que solicitou ajuda para seu setor bancário afetado pela exposição à crise na Grécia.

Chipre precisa levantar pelo menos 1,8 bilhão de euros -equivalente a cerca de 10 por cento de sua produção doméstica- até 30 de junho para satisfazer os reguladores europeus em relação à saúde do Banco Popular de Chipre, e pode precisar de mais.

“O propósito da assistência requerida é conter os riscos à economia cipriota, sobretudo aqueles decorrentes dos efeitos negativos a seu setor financeiro, devido à ampla exposição da economia grega”, anunciou o governo.

Com o resgate amplamente considerado como inevitável, o Chipre vinha tentando há semanas avaliar a melhor opção entre um resgate dos fundos europeus -o temporário Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês) e o permanente Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM)- ou um empréstimo bilateral de Rússia ou China.

O presidente cipriota, Demetris Christofias, deve conversar com líderes políticos na terça-feira, de acordo com um comunicado da Presidência.

Se o Chipre assinar o programa de resgate da UE, vai se juntar a Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha.

Christofias, único líder comunista da UE, tem se mostrado relutante a aceitar as condições fiscais e regulatórias que podem estar ligadas a um resgate europeu. Viagens no final de semana de autoridades do governo para a China sugeriam que o Chipre ainda tinha a esperança de um empréstimo bilateral de um terceiro país.

O ministro do Comércio, Indústria e Turismo, Neoklis Sylikiotis, confirmou que as discussões na China se concentraram em um empréstimo ou investimento chinês no Banco Popular do Chipre.

“Tivemos alguns contatos…Pedimos uma resposta nos próximos dias”, disse ele.

Autoridades dizem que qualquer ajuda via EFSF se restringiria ao setor bancário, e não a questões orçamentárias mais abrangentes.