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China tem de reformar seu sistema financeiro, diz FMI

Se não houver reformulação, o país corre o risco de os juros baixos provocarem um excesso de investimentos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta sexta-feira que julga ser necessário que China implemente reformas em seu sistema financeiro nos próximos cinco anos de modo a conter investimentos excessivos, informou o chefe de uma missão da instituição no país asiático, Nigel Chalk. Se não houver uma reforma, a China corre o risco de que “dentro de três a cinco anos”, os juros baixos provoquem um excesso de investimentos, especialmente no setor imobiliário, o que deixaria a economia muito sujeita à especulação, disse.

Segundo Chalk, como o custo do capital é muito baixo, e em termos reais fica cada vez menor, isso estimula o aumentos dos investimentos até que fiquem insustentáveis. “Nunca vimos uma economia tão grande, tão importante para o sistema, com este tipo de sistema financeiro”, explicou Chalk, durante uma conferência em Washington.

O funcionário explicou que o sistema financeiro chinês alimenta-se de seu “elevado nível de poupança”, “apoia-se fortemente nos bancos” e está “fortemente regulado” – internacionalmente, controla seus capitais e intervém no mercado de divisas, e no país, controla sua taxa de juros e a circulação de dinheiro.

Chalk afirmou que o controle estatal do sistema, que até agora tem sido útil para sustentar o crescimento da China, assim como para conter a inflação e a especulação, corre o risco de perder força com o surgimento de instituições financeiras não-bancárias e não-reguladas. “Visivelmente, isso reduzirá a eficácia das ferramentas quantitativas que (China) utiliza hoje em dia”, disse.

(com Agence France-Presse)