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Carta ao leitor: Capital chinês no Brasil traz mudança e eleva o padrão de tecnologia

As marcas vindas do país asiático mudando o mercado de carros, mas esse é só um exemplo da presença crescente de empresas da China por aqui

Por Redação VEJA Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 30 jan 2026, 06h00 • Atualizado em 30 jan 2026, 06h34
  • O Brasil tem uma tradição de boa recepção de investimento estrangeiro. Um relatório do Banco Central informa que havia estoque de 1,1 trilhão de dólares de capital de fora investido por aqui ao final de 2024. Ao longo da história, houve sucessivas ondas de chegada de empresas de várias nacionalidades para concorrer no promissor mercado brasileiro. No setor automotivo, vieram nos anos 1950 as companhias americanas e alemãs. Seguiram-se italianas, japonesas, francesas, coreanas. A onda mais recente é a das marcas chinesas — e estão promovendo um rebuliço no setor, como mostra a reportagem de capa, “A invasão chinesa” (pág. 16). Imprimem mais competição e elevam o padrão de tecnologia, em especial com seus modelos elétricos e híbridos, campo em que a China tomou a liderança mundial.

    O estoque de capital chinês no Brasil era de 40 bilhões de dólares ao fim de 2024, segundo o BC. E está em pleno crescimento, a exemplo dos planos de montadoras citados na reportagem: só a BYD destina 1 bilhão de dólares à operação na Bahia. Além do mercado de carros, os chineses estão presentes com força nas áreas de energia elétrica e petróleo. Com sua capacidade financeira, podem se destacar nos leilões de mais áreas de infraestrutura.

    Outra presença internacional relevante é a do capital britânico. A edição traz uma entrevista (Direto ao Ponto, pág. 7) com Cristiano Pinto da Costa, CEO da Shell, uma das maiores petroleiras do mundo. No Brasil, ela vem apenas depois da Petrobras na exploração de óleo e gás e atua também em distribuição de combustíveis e produção de etanol.

    Na mão inversa, uma multinacional brasileira que sobressai é a Vale (pág. 24). Sete anos após sua segunda grande tragédia, a de Brumadinho, a empresa recupera o posto de maior em minério de ferro no globo. Uma história de trauma e superação. Mas que mostra o valor de aprender com os erros.

    Publicado em VEJA, janeiro de 2026, edição VEJA Negócios nº 22

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