Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Candidato faz bate-papo com robô na primeira parte de seleção do Itaú

Maioria das seletivas do banco tem dinâmicas e entrevistas; companhia é a 6° colocada em ranking das mais desejadas pelos universitários brasileiros

Os candidatos às vagas nas agências do Itaú Unibanco passam por um bate-papo com uma robô como parte do processo seletivo. O mecanismo é utilizado para realizar a inscrição dos concorrentes, que precisam puxar assunto com a assistente virtual da companhia na página Itaú – Vagas Agência, no Facebook.

Durante a conversa, o candidato informa seus dados cadastrais e também é testado com desafios comportamentais e de lógica.

As respostas são escolhas entre duas opções já pré-definidas ou devem ser dispostas de maneira específica para o entendimento da assistente virtual. Por exemplo, o primeiro dado informado é a data de nascimento, na qual a robô, cujo nome é Paula, pediu desse modo: “Por favor, coloque exatamente nesse formato: 27/05/1997”. A plataforma utilizada pelo banco foi desenvolvida pela empresa de recrutamento 99jobs. 

A dizer pela vontade dos estudantes em trabalhar no banco, a assistente virtual ainda será muito utilizada. O Itaú Unibanco ocupa a 6° colocação entre as empresas mais desejadas pelos universitários brasileiros, segundo o ranking de 2019 da consultoria Universum. É o melhor desempenho de uma instituição financeira na lista. Entre os principais motivos utilizados pelos entrevistados —ao todo 39,4 mil—  para escolher a empresa, estão salários competitivos e possibilidade de crescimento rápido na carreira.

O Itaú possui processos seletivos diferentes, já que tem, por exemplo, desde vagas em agências físicas até oportunidades em tecnologia. Em geral, grande parte dos processos seletivos do banco contém dinâmicas e entrevistas.

Sobre as dinâmicas, chama a atenção aquelas realizadas pelos concorrentes das vagas de tecnologia. Tratam-se de maratonas de programação ou hackathons, em que a ideia é procurar solução, em grupo, para algum problema específico, relacionado principalmente à sistemas virtuais.

Para as outras vagas, o tema da dinâmica é variado. Uma candidata não aprovada e que preferiu não ter seu nome identificado conta que, nessa fase do processo, criou um projeto para o Itaú levando em conta seus valores institucionais. Outro participante, que conseguiu a vaga e também preferiu não se identificar, resolveu um problema sobre o mercado financeiro.

Normalmente, a temida entrevista vem logo após as dinâmicas, sendo a última etapa do processo. Ela é vista como complicada por quem participou da seleção. Para alguns candidatos, a conversa é individual e para outros, em formato de painel com os avaliadores.

De acordo com o funcionário que participou do processo, é preciso “contar um pouco sobre si mesmo, sua trajetória acadêmica e profissional, atividades extras que realizou e seus projetos. Além de explicar o motivo de querer trabalhar no Itaú”, conta. “É a hora de vender o seu peixe“, completa.

O resultado costuma vir poucos dias depois de finalizado o processo seletivo. 

Sala de lazer na sede administrativa do Itaú Unibanco, em São Paulo

Sala de lazer na sede administrativa do Itaú Unibanco, em São Paulo (//Divulgação)

Agências

Para quem busca uma vaga nas agências, depois da conversa com a robô, a equipe recrutadora escolhe apenas alguns candidatos para a entrevista presencial. Esse modelo está sendo implementado gradualmente e a expectativa do banco é ter 100% das vagas para estes cargos desse modo até o final de 2019.

Trainee

Já para quem quer um posto na área de trainee, o caminho entre a inscrição e a possível admissão no programa tem quatro etapas: testes online de raciocínio lógico e língua inglesa, normalmente por algum site de empregos, gravação de um vídeo, entrevista e resolução de um case, com gestores das áreas e do RH por Skype, e entrevista presencial com os executivos. Ainda na fase de inscrições, há uma conversa entre os participantes e ex-trainees, além de workshops de carreira e inovação.