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Camex aprova importação de alimentos com tarifa zero; medida vale a partir desta sexta-feira

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, medida custará 650 milhões de reais ao governo, se vigorar por doze meses

Por Márcio Juliboni Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 13 mar 2025, 19h00 • Atualizado em 13 mar 2025, 19h57
  • A Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, aprovou, na tarde desta quinta-feira 13, a proposta para zerar as tarifas de importação de alimentos. A medida foi anunciada na semana passada, mas aguardava o aval da Camex para ser implementada. Agora, a isenção do Imposto de Importação já passa a valer a partir de amanhã, 14 de março. A aprovação foi anunciada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin.

    “Esse é mais um instrumento para reduzir o preço dos alimentos, mas não é o único”, afirmou Alckmin aos jornalistas. No total, 11 alimentos serão beneficiados com a isenção do imposto. Segundo o vice-presidente, o governo deixará de arrecadar 650 milhões de reais, caso a medida vigore por um ano. Alckmin ressaltou, no entanto, que a isenção é “temporária”, mas não indicou quando ela poderia ser revogada. “O que esperamos é que (a isenção) seja transitória, então (a renúncia fiscal) será menor”, explicou.

    Os alimentos que tiveram sua tarifa de importação zerada foram:

    • Carne bovina desossada e congelada;
    • Café torrado, não descafeinado (exceto as cápsulas);
    • Milho em grão (exceto para semeadura);
    • Outras massas, não cozidas, nem recheadas, nem preparadas de qualquer modo;
    • Bolachas e biscoitos;
    • Azeite de oliva extravirgem;
    • Óleo de girassol bruto;
    • Outros açúcares de cana;
    • Sardinhas preparadas e em conserva, inteiras ou em pedaços (exceto as picadas).

    Além dos alimentos isentos, a Camex também aprovou hoje que a isenção da alíquota para a sardinha valerá apenas para uma cota de importação de 7.500 toneladas. O órgão também ampliou a cota de importação de óleo de palma com taxa zero de 60.000 toneladas para 150.000 toneladas pelos próximos doze meses.

    Conter a disparada dos preços da alimentação tornou-se uma das prioridades do governo nas últimas semanas, já que é apontada como uma das principais causas da recente implosão da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o início de 2020, os preços dos alimentos aceleraram e já acumulam alta de 56%. Enquanto isso, o rendimento médio dos brasileiros cresceu 42%, para os atuais 3.400 reais por mês. Com isso, o peso da comida no orçamento familiar também está maior. Os movimentos recentes são ainda mais fortes. Em apenas um mês, o preço da dúzia de ovos saltou 60%. O café também subiu 60% nos últimos doze meses; o óleo de soja, 25%; e a carne, 21%.

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