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Caixa vai renegociar R$ 10 bi em dívidas de financiamento habitacional

Banco também reduziu juros nos contratos imobiliários; novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira

A Caixa Econômica Federal anunciou, nesta quarta-feira, 5, a abertura de renegociação de dívidas de 589 mil contratos habitacionais em atraso. Ao todo, esses financiamentos representam 11% da carteira de contratos ativos e somam 10,1 bilhões em dívidas.

A principal condição da renegociação será o pagamento à vista de um valor de entrada e a incorporação das prestações em atraso no decorrer do financiamento. “Não temos a intenção de incluir mais juros do que já existe no contrato”, ressaltou Jair Mahl, vice-presidente de Habitação do banco. Na maioria dos contratos, o valor a ser incorporado nas prestações varia entre  25 e 50 reais.

Serão oferecidas aos mutuários diferentes opções de negociação da dívida. Uma delas é o pagamento à vista de um valor de entrada e incorporação das parcelas atrasadas nas próximas prestações a vencer até o fim do prazo contratual. Outra opção é utilizar o saldo da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para reduzir o valor da prestação, conforme regras do fundo. Também é possível alterar a data de vencimento da prestação. Os clientes poderão ainda buscar as agências do banco para tentar um acordo.

Segundo o banco, as medidas devem beneficiar 2,3 milhões de pessoas em todo o país que moram nesses imóveis financiados. Em alguns contratos, pode haver perdão e multas.

A Caixa anunciou também a redução nos juros nos financiamentos imobiliários, com entrada em vigor a partir da próxima segunda-feira, 10. A maior taxa praticada pelo banco caiu de 11% ao ano mais Taxa Referencial (TR, atualmente em zero) para 9,75% mais TR. Já a menor taxa – paga pelos clientes que já têm relacionamento com a instituição – foi reduzida de 8,75% mais TR para 8,5% mais TR. 

O banco também unificou as taxas praticadas nos empréstimos do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), este último voltado para imóveis com valor acima de 1,5 milhão de reais e que não podem ser financiados com recursos do (FGTS).