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Cade aprova fusão da ALL com Rumo Logística com restrições

Operação que resulta na formação de uma gigante do setor de logística foi aprovada com restrições pelo órgão regulador

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta quarta-feira a fusão das transportadoras ALL e Rumo Logística, controlada pela Cosan Logística, com restrições. A operação envolve a formação de uma gigante do setor de logística no Brasil avaliada em cerca de 11 bilhões de reais e prevê o encerramento de disputas judiciais entre ambas as companhias em torno de contratos de transporte de commodities.

Os conselheiros do órgão de defesa da concorrência acompanharam o voto do relator Gilvandro de Araujo, que recomendou restrições que incluem garantias de isonomia na prestação de serviços a concorrentes. Entre as condições citadas pelo relator estão garantias de terminais de açúcar para concorrentes e impedimentos a executivos da Cosan de assumirem cargos de direção na nova empresa. Em dezembro do ano passado, o Cade havia se manifestado contra a fusão, depois de identificar preocupações concorrenciais no negócio.

As ações da ALL e da Cosan Logística, que já vinham sinalizando desde a semana passada a expectativa dos investidores sobre a aprovação da operação anunciada no início do ano passado, voltaram a mostrar alta expressiva nesta quarta-feira. Os papéis da ALL chegaram a atingir um pico de valorização de cerca de 11% e as ações da Cosan Logística tiveram máxima de 13%.

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Concorrência – O Cade também determinou que a nova empresa tenha contratos separados de prestação de serviços para impedir fechamento de mercados concorrentes. Além disso, a nova companhia terá que garantir acesso de concorrentes a terminais da Rumo Logística no porto de Santos e criar um supervisor para garantir isonomia da empresa na prestação de serviços.

A fusão foi fortemente questionada por representantes de vários setores do agronegócio brasileiro. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que representa o setor de soja, o principal exportador de commodities agrícolas do país, afirmou que a união representava “concentração de poder” de mercado da empresa resultante.

(Com agência Reuters)