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Cade aprova compra do Citibank pelo Itaú Unibanco

O negócio foi anunciado em outubro de 2016, por R$ 710 milhões, após a instituição americana decidir encerrar as operações de varejo no país

Por Da redação 16 ago 2017, 11h55

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira a compra das operações de varejo do Citibank no Brasil pelo Itaú Unibanco. A aquisição está condicionada a um acordo de controle de concentrações a ser assinado entre as partes.

Segundo o relator do caso, Paulo Burnier, a baixa participação do Citibank no país, com poucas agências, reduz as preocupações com prejuízos à concorrência.

O negócio foi anunciado em outubro de 2016, por 710 milhões de reais, após a instituição americana decidir encerrar as operações de varejo no país. Na época, o Citibank contava com 71 agências e 315.000 clientes. Já o Itaú tem atualmente 5.103 agências e 68,8 milhões de clientes.

  • Entre as condições estão restrições, por parte do Itaú, para compra de instituições financeiras por até 30 meses a partir da assinatura do acordo. Essa restrição não se aplica à compra de 49,9% da corretora XP Investimentos, anunciada em maio, que já está em análise pelo órgão antitruste.

    Os demais pontos do acordo são medidas de estímulo à concorrência no setor bancário, como maior disponibilidade de informações e mais transparência para os consumidores, principalmente sobre a possibilidade de migrar crédito e salário entre instituições financeiras. As medidas também abrangem maior divulgação de informações sobre educação financeira, crédito responsável e utilização de serviços.

    “O banco se comprometeu a realizar treinamentos para capacitação do seu pessoal interno com o objetivo de melhorar o índice de satisfação dos clientes com bancos de varejo. Também estão previstas medidas que visam aprimorar a qualidade no atendimento aos clientes e reduzir os indicadores de reclamações perante o Banco Central.”, disse o Cade em nota

    A proposta de acordo já havia sido sugerida em julho pela superintendência-geral do Cade e foi acatada pelo relator do processo no plenário, e pelos demais conselheiros.

    (Com Reuters)

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