BRB entrega plano ao BC para reforçar capital e melhorar liquidez após rombo causado pelo Master
Estimativas apontam que aporte seria de 5 bilhões, mas empresa espera o fim das investigações para definir valores
O Banco Regional de Brasília (BRB) entregou, ao Banco Central, um plano para reforçar o capital e melhorar a liquidez da companhia após o rombo sofrido pela empresa no episódio do Banco Master . O documento foi entregue pelo presidente do Banco, Nelson Antônio de Souza. A informação foi divulgada em documento enviado à imprensa na noite desta sexta-feira, 6.
Segundo a companhia, o documento apresenta um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas nos próximos 180 dias, caso seja comprovada a necessidade de aporte financeiro. Em comunicado enviado ao mercado no dia 5 de fevereiro, a empresa identificou rumores na imprensa que apontavam para um aporte mínimo de 5 bilhões de reais.
No entanto, no comunicado desta última noite, o BRB destacou que eventuais valores só serão definidos após a conclusão das investigações em andamento. A companhia lembra ainda que o plano fortalece o capital institucional e assegura a estabilidade das operações.
“O BRB reafirma seu compromisso com a transparência, com a proteção de clientes, investidores e parceiros, e com a adoção de todas as medidas necessárias para preservar a integridade e a continuidade de suas atividades”, diz a empresa.
Em comunicado divulgado no fim de janeiro, o banco listou três caminhos possíveis para recompor o capital. Entre eles, a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local, a contratação de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e um aporte direto dos controladores.
Essa última alternativa remete ao principal pilar de sustentação do BRB: o Governo do Distrito Federal, que detém 71,92% do capital da instituição. Qualquer medida que afete o caixa público, porém, precisará passar pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O aporte no BRB seria necessário para suprir o rombo gerado no banco pela compra de carteiras de crédito que pertenciam ao Banco Master ao fim de 2024. Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras haviam sido adquiridas anteriormente pelo Master por menos da metade do valor e, em um detalhe ainda mais sensível, o banco vendedor teria recebido à vista do BRB sem sequer ter quitado a compra original dos créditos.
A compra passa por investigação e ao que tudo indica, as carteiras não existiam, o que configurou o ato como suspeita de fraude financeira. Os valores do rombo no BRB devem ser divulgados ao fim da investigação.





