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BRB corre contra o relógio para reforçar capital após caso Master

A instituição deve apresentar hoje ao Banco Central um plano para reforçar o capital em ao menos R$ 5 bilhões

Por Luana Zanobia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 6 fev 2026, 11h16 • Atualizado em 6 fev 2026, 11h18
  • O Banco de Brasília (BRB) deve entregar ao Banco Central do Brasil nesta sexta-feira um plano de ação para fortalecer seu balanço em pelo menos R$ 5 bilhões, um movimento que se tornou urgente depois de uma sequência de operações que levantou dúvidas sobre a qualidade de seus ativos.

    A meta é reduzir o risco associado ao patrimônio do banco e assegurar que os indicadores de solvência permaneçam dentro dos padrões exigidos pelo regulador. Se o plano for aprovado, o BRB terá até seis meses para executá-lo.

    A pressão aumentou após a instituição gastar bilhões, desde o fim de 2024, na compra de carteiras de crédito do Banco Master. Meses depois, veio à tona que essas mesmas carteiras haviam sido adquiridas anteriormente pelo Master por menos da metade do valor e, em um detalhe ainda mais sensível, o banco vendedor teria recebido à vista do BRB sem sequer ter quitado a compra original dos créditos.

    O episódio acendeu alertas no mercado e acelerou as conversas com o regulador. O objetivo agora é impedir qualquer abalo à credibilidade do BRB e afastar a possibilidade de desconfiança sistêmica.

    Em comunicado divulgado no fim de janeiro, o banco listou três caminhos possíveis para recompor o capital. Entre eles, a criação de um fundo imobiliário com ativos do governo local, a contratação de um empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos e um aporte direto dos controladores.

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    Essa última alternativa remete ao principal pilar de sustentação do BRB: o Governo Federal, que detém 71,92% do capital da instituição. Qualquer medida que afete o caixa público, porém, precisará passar pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

    Para especialistas, o fato de o banco ter como controlador um ente público com patrimônio robusto reduz significativamente o risco de contágio ao sistema financeiro. Em termos práticos, o governo distrital tem capacidade de socorrer a instituição, se necessário.

    Isso não diminui, porém, a urgência do reforço patrimonial. O Banco Central exige níveis rigorosos de capitalização para garantir a estabilidade do sistema bancário brasileiro e, no caso do BRB, a operação com as carteiras do Master deteriorou a percepção de qualidade dos ativos.

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