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Brasil tem de aumentar idade mínima para aposentadoria

Estudo do Ipea aponta expansão da população idosa e estagnação do crescimento da população brasileira em 2030

O Insituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) divulgou nesta quarta-feira estudo – realizado com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – que revela que a população brasileira deverá parar de crescer por volta de 2030. A pesquisa também comprova o fenômeno do envelhecimento populacional. Os idosos (com 60 anos ou mais), que respondiam por 7,9% da população em 1992, passaram a responder por 11,4% em 2009. Segundo a coordenadora de População e Cidadania do Ipea, Ana Amélia Camarano, este movimento, ante seu impacto sobre a Previdência Social, implica a necessidade de aumentar a idade mínima para a aposentadoria e acabar com a aposentadoria compulsória, que hoje é “fruto de preconceito”.

“Estamos vendo isso na França, que está praticamente parada, e também é uma tendência para o Brasil”, disse a pesquisadora. A tendência de envelhecimento da população, de acordo com o documento, é resultado da combinação da queda da mortalidade com a redução da fecundidade. Segundo Camarano, o aumento da idade mínima é positivo para a Previdência e também para os idosos, que se beneficiariam da maior permanência no mercado de trabalho. “Isso é importante do ponto de vista da questão previdenciária e fiscal e do ponto de vista do indivíduo. Principalmente para o homem, a saída do mercado de trabalho significa uma importante desintegração social. Com isso, aumentam os índices de alcoolismo, de depressão e até de suicídios”, comentou a pesquisadora.

“É importante que as pessoas vejam o trabalho do idoso com menos preconceito, até porque senão não haverá gente para trabalhar no futuro”, disse Ana Amélia. Ela também afirmou que o país tem avançado na redução da pobreza entre os idosos e apontou como uma das causas o fato de o piso da aposentadoria ser o salário mínimo. “É importante que essa redução acentuada da pobreza entre os idosos se mantenha”.

(com Agência Estado)