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Brasil questiona europeus na OMC por impedimentos a exportações de carne

O governo brasileiro pretende entrar com um processo contra a União Europeia por conta de barreiras comerciais impostas pelo bloco

Por Da Redação 10 nov 2011, 09h43

O Brasil tamb[ém considera questionar as barreiras à imporatção de frangos

A Rússia, que deve entrar na OMC em breve, mantém um embargo à carne suína brasileira há vários meses

O governo brasileiro processará a União Europeia (UE) na Organização Mundial do Comércio (OMC) pelas restrições que o bloco impõe a suas exportações de carne, informou o secretário de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, ao jornal Valor Econômico. “A decisão é unânime”, declarou o secretário, explicando que foi realizado um processo de consultas, inclusive ao setor privado, antes de definir essa posição.

De acordo com o funcionário, o processo será centrado na contestação da resolução 61 do bloco comunitário, que exige relatórios periódicos e individuais de cada fazenda brasileira que exporta a UE. Fontes consultadas pelo jornal explicam que a medida é adotada somente a carnes brasileiras, para prevenir possíveis focos da ‘doença da vaca louca’. Entretanto, esta doença é inexistente no país. Há possibilidades de que o processo seja ampliado a outras barreiras que a UE impõe às exportações brasileiras de frangos. O processo deve ser iniciado no início do próximo ano, embora o governo continue tentando uma solução negociada com a Comissão Europeia.

Rússia – Às vésperas de completar 20 anos do colapso da União Soviética, Moscou deve concluir nesta quinta-feira as negociações para a entrada da Rússia na Organização Mundial do Comércio (OMC) e no sistema multilateral do comércio. A Rússia era a última grande economia fora da entidade. Mas o processo de negociações, que durou 18 anos, foi alvo de uma série de polêmicas em torno de parceiros que pediam melhor acesso ao mercado russo. A adesão da Rússia ainda tem uma importância política grande. Trata-se do último do Brics a fazer parte do sistema multilateral do comércio e termina, em teoria, com duas décadas de transição entre a economia soviética planificada para uma economia de mercado, seguindo as regras internacionais. Segundo o Banco Mundial, a adesão da Rússia à OMC poderia representar um aumento de 3,3% no PIB local no médio prazo. No longo prazo, os ganhos chegariam a 11% para a economia de 1,9 trilhão de dólares.

Para os demais países, a adesão da Rússia ao sistema representa o principal fato no cenário comercial mundial nos últimos dez anos. Com a Rodada Doha suspensa de forma indefinida e forças protecionistas ganhando terreno por causa da crise, a adesão de Moscou às regras do comércio é vista como o avanço mais concreto na liberalização do comércio desde a entrada da China na OMC, em 2001. Com uma classe alta cada vez mais ávida pelo consumo e um setor de energia que atrai a atenção mundial, o mercado russo pode representar a abertura de uma nova fronteira para multinacionais ocidentais.

As condições de transição foram cuidadosamente negociadas pelos russos e as barreiras cairão apenas de forma progressiva. Mas a esperança de investidores é de que o monopólio em várias áreas na Rússia finalmente seja rompido. Oficialmente, a Rússia só entraria na OMC em dezembro, quando ministros se reúnem em Genebra para assinar a adesão, poucos dias depois de Moscou comemorar os 20 anos do fim do império soviético. Mas a conclusão dos trabalhos, hoje, já selaria o processo. Para o Brasil, o ingresso também é interessante, já que a Rússia mantém um embargo à carne brasileira há cerca de cinco meses.

(com Agência Estado e Agência EFE)

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