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Brasil pode se tornar menos transparente com saída de Barbosa, diz jornal

Wall Street Journal questiona o real motivo pelo qual o secretário executivo deve deixar o Ministério da Fazenda no final de junho

Por Da Redação 14 Maio 2013, 19h19

O blog Real Time Econonomics, do jornal Wall Street Journal, divulgou um post nesta terça-feira comentando de forma crítica a saída de Nelson Barbosa, que ocupa atualmente o cargo de secretário executivo do Ministério da Fazenda. Com o título Will Brazil Become Less Transparent? (O Brasil vai tornar-se menos transparente?), o texto questiona os motivos pelos quais o secretário está deixando a Fazenda.

Oficialmente, Barbosa deixará o cargo no final de junho por “motivos pessoais”, mas o jornal norte-americano fala na existência de “tensões tanto políticas como pessoais” entre Barbosa e o atual ministro da Fazenda, Guido Mantega.

O WSJ cita que, seja lá qual for o motivo da saída de Barbosa, ela não agrada o mercado. “Embora Barbosa não seja considerado um economista ortodoxo, ele tem sido contrário às mais recentes políticas intervencionistas, e também tem se mostrado a favor de uma redução mais transparente do superávit primário”, disse o banco J.P. Morgan em relatório divulgado hoje e citado na matéria do WSJ. No trecho, fica clara a crítica à chamada “contabilidade criativa“, com a qual o governo usa repasses do Tesouro Nacional para manter a meta de superávit primário.

O texto cita ainda que Mantega não tem adotado uma política econômica muito liberal. O blog lembra a defesa o fato de o ministro defender a cobrança de IOF de fluxos cambiais para controle da taxa de câmbio e políticas industriais que beneficiam alguns setores produtivos do Brasil, por meio de redução de impostos ou de regras de conteúdo local. Ainda de acordo com o WSJ, Arno Augustin – secretário do Tesouro que tem sido apontado como sucesso de Barbosa – tem ajudado o governo a atingir a meta de superávit primário.

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