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Brasil planeja comprar baterias antiaéreas da Rússia

Países negociam equipamentos para a Defesa brasileira; Planalto quer a transferência integral da tecnologia; valor do negócio ainda não foi informado

Os governos do Brasil e da Rússia assinaram nesta quarta-feira uma “declaração de intenções” que dá início às negociações para a compra, por parte do Ministério da Defesa brasileiro, de cinco baterias antiaéreas da Rússia. A declaração faz parte de uma série de atos previstos durante a visita ao país do primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev.

Conforme divulgado pelo Itamaraty, o objetivo do documento é iniciar as negociações para a compra das baterias antiaéreas “com o desenvolvimento conjunto de novos produtos de defesa e a participação de empresas estratégicas de Defesa brasileiras nos processos produtivos e de sustentabilidade logística integrada”.

A declaração será assinada pelo chefe do Estado-maior conjunto das Forças Armadas do Brasil, general José Carlos de Nardi, e pelo diretor do serviço federal de cooperação técnico-militar da Rússia, Alexander Vasilievich Fomin.

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Segundo o Itamaraty, o acordo comercial e militar envolve o fornecimento de três baterias do Pantsir S1, avançado sistema de artilharia aérea, que tem capacidade de alcançar os alvos entre 3 quilômetros e 15 quilômetros. A presidente Dilma Rousseff ouviu detalhes da proposta durante visita a Rússia, em dezembro passado.

Os dois governos querem que as negociações bilaterais sejam iniciadas em março deste ano. Uma das exigências do Palácio do Planalto é a de que haja transferência de tecnologia, sem restrições.

(Com Estadão Conteúdo)