Brasil fica em 39ª em ranking global de crescimento do PIB
A marca foi atingida após o PIB crescer 0,1% no quarto trimestre de 2025, segundo números do IBGE
O Brasil ficou na 39ª posição de ranking global de crescimento do Produto Interno Bruto do Brasil (PIB) no quarto trimestre de 2025, mostram dados da Austing Rating divulgados nesta terça-feira, 3. O ranking, composto por 50 países, deixa o Brasil na parte de baixo da tabela. O país cresceu mais que algumas economias desenvolvidas, como Noruega (-0,3%), Canadá (-0,2%) e Japão (-0,1%). No entanto, o Brasil ficou atrás de Taiwan (5,4%), Estados Unidos, (1,4%) e China (1,2%).
A marca foi atingida após o PIB crescer 0,1% no quarto trimestre de 2025, segundo números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número ficou dentro do esperado pelo mercado financeiro, que estimava um avanço de 0,1% no PIB para o ciclo de outubro a dezembro de 2025.
Segundo os dados divulgados pelo IBGE houve altas nos Serviços (0,8%) e na Agropecuária (0,5%), enquanto a Indústria recuou 0,7%. Os dados da economia refletem uma política monetária restritiva, com a taxa de juros a 15%. Os juros altos encarecem o crédito e afetam tanto pessoas físicas quanto jurídicas.
Em relação ao terceiro trimestre de 2025, o país manteve a posição de 11ª maior economia do planeta. Já na comparação com o quarto trimestre de 2025, houve a perda de uma posição. O Brasil saiu de 10° colocado para 11º, com um PIB em dólar em 2,2 trilhões. No ranking geral, o Brasil fica atrás de Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Índia, Reino Unido, França, Itália, Rússia e Canadá. O Brasil fica a frente da Espanha, México, Austrália e Coreia do Sul.
No acumulado de 2025, o PIB variou 2,3% e totalizou 12,7 trilhões de reais. Apesar do crescimento, o número apresenta uma desaceleração em relação ao avanço de 3,4% do PIB de 2024. O desempenho menor acontece em um cenário de Selic elevada, com a taxa básica de juros da economia em 15% ao ano, pressionado o avanço econômico.
Já o PIB per capita chegou a 59,6 mil reais, com avanço real de 1,9% frente ao ano anterior. O principal motor da economia no ano foi o agronegócio, que cresceu 11,7%. No segmento, o milho (23,6%) e a soja (14,6%) alcançaram produções recordes na série histórica e foram as principais alavancas do segmento.
A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8% do PIB, contra 16,9% em 2024. Segundo Alex Agostini, economista-chefe na Austin Rating, a queda de 0,1 ponto percentual na taxa de investimentos decorre da Selic elevada, que ficou em 15% ao ano. No entanto, ele reforça que a economia brasileira segue resiliente e deve crescer 1,8% em 2026.
“Vemos o próximo ano sendo puxado pelos impulsos ficais, como a isenção do imposto de renda para pessoas que ganham até 5 mil reais por mês, além do aumento da renda e o consumo das famílias”, conclui Agostini.





