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Brasil está entre os 10 países mais protecionistas do mundo

No mundo, as 'medidas descriminatórias' adotadas no terceiro trimestre de 2011 aproximaram-se dos números pós-crise de 2008

Por Beatriz Olivon 16 mar 2012, 18h10

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O Brasil ocupa o sétimo lugar entre os países mais protecionistas do mundo, segundo levantamento da Global Trade Alert (GTA) (confira as tabelas). Segundo o estudo, o país teria um total de 84 medidas do tipo em vigor. Nesta semana, a lista cresceu – o país restringiu a importação de carros mexicanos e o vinho pode ser o próximo afetado por medidas protecionistas.

Mas não é só o Brasil que está erguendo barreiras. Na segunda metade de 2011, os números de medidas protecionistas estavam tão altos quanto logo após a crise de 2008.

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Os líderes dentre os países com maior número de medidas protecionistas em vigor são a Argentina, com 192 medidas, e a Rússia, com 172. O último relatório da Global Trade Alert, de novembro de 2011, destaca o grande número de “medidas descriminatórias” implementadas no terceiro trimestre de 2011 – um total de 72 medidas, até o começo de novembro.

O número é o que mais se aproxima do primeiro trimestre de 2009 – referência, por ser o período imediatamente posterior ao estouro da crise de 2008 -, quando foram implementadas 77 medidas protecionistas no mundo (o número foi revisado posteriormente para 150, mas o mesmo deve ocorrer com a medição do terceiro trimestre de 2011).

Dentre as 77 medidas, está o plano “Brasil Maior” de política industrial. Entre as medidas do plano está a ampliação do ressarcimento de créditos aos exportadores e a redução de prazos para investigação em casos de antidumping.

“O temor de que a deterioração da economia a partir do verão de 2011 poderia levar a medidas protecionistas já é uma realidade. Não estamos lidando com hipóteses agora – tendo em vista que o protecionismo aumentou para níveis preocupantes recentemente”, afirma o relatório.

Os países mais afetados pelo protecionismo, por sua vez, por medidas implementadas desde 2008, foram a China, impactada por 487 medidas e a União Europeia, afetada por 468 medidas. O Brasil não aparece entre os países mais prejudicados. A Índia, por sua vez, juntou-se aos “10 mais” pela primeira vez. Entre os setores mais afetados pelo protecionismo, segundo a GTA, são o financeiro, agrícola, químico, metalúrgico e de equipamentos de transporte.

Os países do G20 continuam colaborando para o aumento do protecionismo, segundo a GTA. Nos três anos após a primeira reunião do G20 em Washington, em novembro de 2008, um total de 1200 medidas protecionistas foi implementada. Dessas, 781 vieram de países do G20.

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