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Brasil caiu, mas está voltando, diz Michael Dell

Segundo o presidente da empresa de tecnologia que leva seu nome, país é sua prioridade e ainda há espaço para crescer na venda de PCs

Por Ana Clara Costa, de Davos 22 jan 2014, 22h03

Depois da tumultuada briga societária que culminou na recompra de todas as ações da Dell, o presidente e fundador da empresa, Michael Dell, não prevê mudança de estratégia na nova fase da companhia – pelo menos não no Brasil. “Vamos continuar com foco total em nossos consumidores. Os emergentes, em especial o Brasil, são nossa prioridade nesse momento da empresa”, disse Dell em entrevista ao site de VEJA durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Questionado sobre a desaceleração do consumo no mercado interno brasileiro, Dell afirmou que não se trata de um cenário preocupante. Disse também que o país continua sendo sua maior aposta na América Latina. “Há mais ou menos nove meses, a situação das vendas havia piorado. Mas isso foi passageiro. No último trimestre o ritmo foi recuperado e o Brasil continua brilhando. Caiu, mas está voltando”, disse.

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O empresário afirmou que os esforços da empresa para criar mais soluções em software e datacenters no Brasil devem se ampliar. Contudo, a companhia não perderá o foco no varejo, sobretudo na venda de PCs e tablets – o primeiro modelo, o Latitude, foi lançado no ano passado. “A ideia é ampliar também nossa força de vendas”, afirmou o empresário, sem querer se comprometer com um número exato de criação de empregos.

O empresário não quis divulgar números sobre o mercado brasileiro. A Dell, que até meses atrás estava listada na bolsa de Nova York, teve seu capital fechado após seu fundador recomprar todas as ações da empresa em parceria com o fundo Silver Lake. No fim, a venda foi fechada por 25 bilhões de dólares, mesmo recebendo enorme resistência do minoritário ativista Carl Icahn.

Michael Dell tem defendido que a reformulação de sua companhia em direção a uma fornecedora de serviços de computação para empresas nos moldes dos tomados pela IBM é uma transformação complexa que será melhor promovida longe dos holofotes do mercado acionário, por isso a necessidade de fechar seu capital. No Brasil, contudo, o negócio de PCs ainda deve durar.

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