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Brasil ainda não vive situação de pleno emprego

Por Daniela Amorim

Rio – O Brasil ainda não vive uma situação de pleno emprego, apontou um estudo divulgado hoje pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Apesar do aumento do número de trabalhadores com carteira assinada, o mercado de trabalho ainda é marcado por uma expressiva informalidade e por postos de trabalho considerados “precários”, com baixos rendimentos.

O relatório “Considerações sobre o Pleno Emprego no Brasil” afirma que há no País diversos fatores que contribuem para um ambiente de incertezas quanto ao comportamento do nível de emprego da economia no futuro.

O estudo mostra que há um elevado contingente de pessoas que alterna momentos de inserção no mercado de trabalho – muitas vezes em situação precária, irregular ou instável – com momentos de inatividade. As próprias oscilações na taxa de atividade do País revelam que há uma grande parcela da População Economicamente Ativa que tem a sua capacidade produtiva subutilizada.

Segundo o Ipea, a demanda por mão de obra varia de acordo com o ciclo econômico, e o mercado de trabalho no País ainda é heterogêneo, ao contrário do que ocorre em países desenvolvidos.

No entanto, o Ipea salienta que houve avanços, como os ganhos salariais reais em alguns setores da economia, com mudança de patamar salarial em algumas profissões, e a falta de mão de obra em outras atividades.