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Bovespa se apega à expectativa com BCE e sobe

Por Da Redação 1 ago 2012, 17h44

Por Alessandra Taraborelli

São Paulo – A grande expectativa desta quarta-feira, a decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve norte-americano, frustrou parte do mercado. A Bovespa, após passar para o negativo durante a divulgação do documento, voltou para o campo positivo na sequência, onde permaneceu até o término da sessão, na contramão de Nova York. O ganho é atribuído, em parte, à boa performance das blue chips – Vale e Petrobras – e também de várias outras ações do Ibovespa. Além disso, permanece a expectativa com a reunião do Banco Central Europeu (BCE) na quinta-feira.

Com isso, o índice paulista encerrou com ganho de 0,35%, aos 56.291,93 pontos. Na mínima, a Bolsa atingiu 55.425 pontos (-1,20%) e, na máxima, 56.735 pontos (+1,14%). O giro financeiro ficou em R$ 5,892 bilhões.

A expectativa para a reunião do BCE foi a responsável pelos ganhos recentes na Bolsa e nesta quarta-feira não foi diferente. Para os profissionais de renda variável ouvidos pela Agência Estado, o mercado não tinha grandes expectativas em relação ao Fed, o que irá determinar o ritmo da Bolsa é a autoridade da zona do euro. “O dia ‘D’ é amanhã. Sobre o Fed, no fundo, o consenso era de que não viria nada de novo”, disse um experiente operador, acrescentando ainda, que se o BCE vier com alguma boa novidade a Bolsa pode ter um rali e buscar os 60 mil pontos. Agora, se nada acontecer, deve haver uma realização dos lucros recentes.

Por aqui, após cair cerca de 4% na véspera, as ações da Petrobras recuperaram parte das perdas ao fecharem com ganho de 1,75% a ON e 1,64% a PN. Segundo um operador, a queda de ontem pode ser atribuída, em parte, a um movimento técnico. “Houve um aluguel de 10 milhões ações da Petrobras no dia 30 e ontem foram vendidos cerca de 6,5 milhões desses papéis. Este movimento pode ter ajudado na queda”, explicou o profissional.

Já Vale subiu 0,65% a ON e 0,41% a PNA, na contramão dos metais no mercado internacional.

As ações das construtoras também terminaram o dia no azul e três delas figuraram entre os destaques de alta do Ibovespa. Rossi Residencial (+8,60%), Cyrela (+4,93%) e Brookfield (+4,23%). “Não teve um motivo específico. Mas os papéis estão num bom nível de compra, o que pode ser bom para o médio ou longo prazo”, avaliou a fonte.

Já o lado negativo foi comandado pelas ações da Oi ON (-7,63%)e Oi PN (-7,37%). A empresa informou nesta quarta que registrou um lucro líquido consolidado de R$ 64,1 milhões no segundo trimestre deste ano, o que representou uma queda de 82,8% ante igual período do ano passado.

Em Nova York, o índice Dow Jones fechou com queda de 0,25%, o S&P500 caiu 0,29% e o Nasdaq, -0,66%.

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