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BOVESPA-Índice fecha abril com pior desempenho mensal em 7 meses

Por Da Redação 30 abr 2012, 17h58

Por Danielle Assalve e Roberta Vilas Boas

SÃO PAULO, 30 Abr (Reuters) – As incertezas do cenário externo devem continuar a trazer volatilidade para o mercado acionário brasileiro em maio, após a Bovespa ter cravado em abril o pior desempenho em sete meses.

Em um pregão morno, espremido entre o fim de semana e o feriado de 1o de maio, o principal índice da bolsa virounos minutos finais da sessão e fechou em alta de 0,26 por cento, a 61.820 pontos. No mês, o Ibovespa recuou 4,17 por cento, maior queda desde setembro de 2011, quando caiu 7,4 por cento.

O giro financeiro ficou em 4,83 bilhões de reais nesta segunda-feira, volume bem menor do que a média diária de abril.

A crise europeia, com destaque para a Espanha, os renovados sinais de fraqueza econômica nos Estados Unidos e a desaceleração na China continuarão no radar de investidores no próximo mês, segundo analistas.

“O cenário é de volatilidade. Se não tiver uma ruptura na zona do euro e se o dólar permanecer nos níveis atuais, pode haver uma porta de entrada de estrangeiros, mas o clima de montanha russa continua”, disse Pablo Spyer, chefe da divisão de corretagem na Mirae Securities.

“No mês que vem, a gente continua pagando o preço da situação externa”, afirmou Romeu Vidale, superintende de renda variável na Concórdia Corretora. “O cenário está muito conturbado, está muito difícil apostar numa recuperação no curto prazo.”

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Fatores domésticos também devem exercer pressão adicional, segundo Silvio Campos Neto, economista na Tendências Consultoria. “O setor financeiro continua no foco, com a briga sobre redução de spreads”, disse.

“Vale e Petrobras também têm deixado investidores um pouco apreensivos, com a questão do governo cobrando impostos atrasados da mineradora e dos preços controlados de combustível”, afirmou Campos Neto.

Nesta segunda-feira, a notícia de que a Espanha entrou novamente em recessão e os dados mais fracos da economia norte-americana pressionaram os mercados internacionais.

Na cena doméstica, Petrobras subiu 1,72 por cento, a 21,29 reais, e foi a maior influência de alta para o Ibovespa. Já a ação preferencial da Vale caiu 0,12 por cento, a 41,45 reais.

OGX, com queda de 2,1 por cento, a 13,23 reais. Na sexta-feira, a OGX anunciou a troca de sua diretoria-executiva, com Paulo Mendonça assumindo o lugar de Eike Batista.

Brasil Foods se manteve ao longo do dia como o destaque de queda e fechou em baixa de 2,76 por cento, a 34,85 reais. Na última sexta-feira, a empresa reportou queda de 60 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre e o resultado considerado “muito fraco” por analistas.

Na outra ponta, Copel subiu 3,65 por cento, a 48,29 reais, a líder de alta do índice.

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