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Bolsonaro diz que tensão EUA-Irã não gerou grande impacto no combustível

Segundo presidente, tendência é de estabilização; na sexta-feira, preço do barril disparou 3,6% e nesta segunda opera em alta

Por da Redação - Atualizado em 7 jan 2020, 09h47 - Publicado em 6 jan 2020, 11h57

Após demonstrar preocupação na última sexta-feira com as consequências no preço do combustível após o ataque americano que matou o líder militar iraniano Qasem Soleimani, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 6, que o impacto com escalada de tensões entre os países “não foi grande” e avaliou que a tendência é de estabilização, embora tenha admitido que o valor está elevado nas bombas de abastecimento.

“Reconheço que o preço está alto na bomba. Graças a Deus, pelo que parece, a questão lá dos Estados Unidos e Iraque… o impacto não foi grande, foi 5%, passou para 3,5%, não sei quanto é que está hoje a diferença em relação ao início da tarde. Mas a tendência é estabilizar”, disse o presidente a jornalistas ao deixar o Palácio da Alvorada.

Apesar do otimismo de Bolsonaro, o preço do petróleo Brent subiu 3,6% na sexta-feira, negociado 68,6 dólares por barril. Nesta segunda, o barril também está em alta, sendo negociado a 69,22 reais, alta de 0,76%.

A Petrobras leva em conta o mercado internacional e a cotação do dólar para reajustes nos combustíveis. Na sexta-feira, a estatal afirmou acompanhar a situação, mas não sinalizou reajustes. O último aumento foi feito no diesel, em 21 de dezembro. A posição da estatal é semelhante à tomada pela companhia em setembro do ano passado, quando ataques a instalações da Arábia Saudita geraram forte alta nas cotações do petróleo. Na ocasião, a empresa preferiu aguardar por uma acomodação do mercado antes de aumentar os preços. 

Bolsonaro confirmou ainda que pode participar de reunião no Ministério de Minas e Energia com autoridades do setor, incluindo o ministro Bento Albuquerque, para discutir o tema na tarde desta segunda-feira.

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“Está prevista hoje por volta de 16h (uma reunião sobre combustíveis). Se eu tiver a oportunidade, vou ver com o Bento, se é o caso até de eu aparecer, dada a gravidade do assunto”, afirmou, acrescentando que tem pedido “insistentemente” ao ministro que demonstre à população a composição do preço final dos combustíveis.

Conflito

A tensão entre Estados Unidos e Irã sofreu uma escalada na semana passada, quando um ataque aéreo norte-americano matou um dos principais comandantes militares do Irã, Qassem Soleimani, em Bagdá.

Bolsonaro reafirmou a posição brasileira já externada na última semana por meio de nota do Ministério de Relações Exteriores, e afirmou que o país irá colaborar no combate ao terrorismo. “Se tiver qualquer terrorista no Brasil a gente entrega. É por aí”, disse.

O presidente indicou ainda ter conhecimento de uma reunião que teria ocorrido em São Paulo de grupos supostamente favoráveis ao Irã. “Houve um episódio em São Paulo ontem… Do pessoal que defende, que está na linha aí do Irã”, disse. “Se a nossa inteligência achar que deve ser divulgado, divulga. Caso contrário a gente faz o possível para evitar problema no Brasil”, afirmou.

(Com Reuters)

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