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Bolsas europeias têm maior perda mensal em 9 meses

Nesta quinta-feira, pesaram as más notícias vindas dos EUA e da Espanha

As bolsas europeias encerraram o mês de maio com a maior perda mensal desde agosto de 2011: o índice Stoxx Europe 600 caiu 7%. Nesta quinta-feira, a queda foi de 0,53%, para 239,29 pontos, após chegar a operar a 242,18 pontos na sessão. Pesaram nesta quinta-feira as preocupações com a Espanha e, principalmente, dados negativos dos Estados Unidos.

O Instituto para Gestão de Oferta (ISM) de Chicago divulgou que o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) do setor de manufatura caiu para 52,7 em maio, o menor nível desde setembro de 2009, ante 56,2 em abril.

Além disso, o setor privado americano criou 133.000 empregos em maio, em comparação com abril, abaixo da expectativa de abertura de 150 mil postos de trabalho. Da mesma forma, os pedidos de auxílio-desemprego subiram 10.000, para 383.000, na semana passada, ante expectativas de estabilidade em 370.00.

Ainda nos EUA, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu à taxa anualizada de 1,9% no primeiro trimestre, ante leitura preliminar de expansão de 2,2%, segundo a primeira revisão dos dados divulgada pelo Departamento do Comércio.

Na Europa, a agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou que rebaixou oito comunidades autônomas da Espanha. A agência também afirmou o rating de uma comunidade autônoma. As perspectivas para as notas são negativas.

As ações na Espanha recuaram pela quarta sessão consecutiva, com Bankinter (-6,1%) e ArcelorMittal (-2,7%). Em Madri, o índice Ibex 35 caiu 0,01%, a 6.089,80 pontos, encerrando com uma perda de 13,1% o mês, o pior desde novembro de 2010.

O índice CAC 40, da Bolsa de Paris, teve alta de 0,05%, para 3.017,01 pontos, puxado pelo BNP Paribas, cujos papéis subiram 3,1% após o Citigroup elevar previsões para 2012 e reiterar o rating de compra. As ações do Safran avançaram 2,3% com a queda do euro. Por outro lado, Peugeot caiu 2,9% e Renault recuou 2,1%. No mês, o CAC 40 registrou baixa de 6,1%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX caiu 0,26%, fechando a 6.264,38 pontos, pressionado por ThyssenKrupp (-3,9%), MAN (-2,2%) e HeidelbergCement (-2,0%). BMW caiu 1,5%, Daimler recuou 1,4% e Volkswagen teve baixa de 1,1%. No mês, o índice fechou com perda de 7,3%.

Em Londres, o índice FTSE terminou com ganho de 0,18%, a 5.306,95 pontos, porém teve baixa de 7,5% no mês, o pior desde fevereiro de 2009. GlaxoSmithKline subiu 2,1%. Em contrapartida, Antofagasta recuou 1,5% e Evraz caiu 3,1%. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,01%, para 12.873,84 pontos, mas no mês contabilizou perda de 11,89%. Em Portugal, o índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, teve queda de 0,10%, para 4.513,38 pontos, e no mês recuou 13,77%. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, teve alta de 2,77%, fechando em 525,45 pontos.

(Com Agência Estado)