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Bolsas desabam ante temor fiscal e risco na Europa

Todos os índices americanos fecharam em queda superior a 2%, enquanto a BM&FBovespa caiu 1,58%

Por Da Redação 7 nov 2012, 19h00

A Bolsa de Valores de Nova York fecharam em forte queda na tarde desta quarta-feira, com temores com relação à Europa se sobrepondo ao otimismo gerado inicialmente pela reeleição do presidente dos Estados Unidos, o democrata Barack Obama. As bolsas operavam no campo positivo na abertura, mas inverteram o sentido. Os três principais índices acionários do mercado americano operaram em queda superior a 2% ao longo de todo o dia. O índice Dow Jones fechou em queda de 2,36%, enquanto o Nasdaq e o S%P 500 recuaram 2,48% e 2,37%, respectivamente. No Brasil, o índice da Bolsa de Valores de São Paulo mostrou comportamento semelhante, encerrando o pregão em queda de 1,58%.

Apesar de a maior parte dos economistas americanos celebrar a continuidade de Obama no poder, a ressaca das eleições fica com o sabor amargo do déficit público. As bolsas operavam próximas da estabilidade enquanto os investidores aguardavam o resultado das eleições. Porém, uma vez que houve um eleito, os temores mudaram de foco. O interesse dos investidores agora é saber como o governo Obama fará para reduzir o déficit sem levar o país de volta para a recessão. “Agora, os EUA precisam voltar ao trabalho, pois as coisas estão enroladas em relação ao abismo fiscal e impostos”, afirmou o estrategista da BMO Capital, Brian Belski, ao jornal The Wall Street Journal.

As principais bolsas europeias também encerraram a quarta-feira em queda, derrubadas por uma revisão para baixo das previsões de crescimento da região, divulgada pela Comissão Europeia (CE). O desânimo do investidor europeu acabou afetando também Wall Street – e deu mais força à tendência de queda das bolsas americanas. Ao Financial Times, analistas arriscaram dizer que a Europa é totalmente culpada pelo dia ruim nos EUA.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice DAX 30 recuou 1,96%, ficando a 7 232,83 pontos, castigado pelas péssimas previsões europeias e pela queda da produção industrial alemã em setembro (-1,8%), superior ao previsto. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,99% e fechou aos 3 409,59 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 1,58% e terminou a 5 791,63 unidades. A sessão mais castigada foi a de Madri, que perdeu 2,26%, para 7 660,70 pontos.

Já as bolsas da Ásia não tiveram tempo de serem contaminadas pelo noticiário europeu e fecharam com forte valorização ante o otimismo provocado pela vitória de Obama.

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