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Bolsa sobe e dólar cai a R$ 5,40 com novos dados de inflação

Ibovespa tem alta que beira 1% após preços caírem em agosto

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2025, 12h05 • Atualizado em 10 set 2025, 12h18
  • O Ibovespa, principal índice do mercado financeiro brasileiro, registrava alta de 0,85% por volta das 11h45 desta quarta-feira, 10, aos 142.823 pontos. O bom humor do mercado ocorre após o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrar uma deflação de 0,11% em agosto. Trata-se do maior recuo mensal dos preços desde setembro de 2022, há quase 3 anos. Por mais que o resultado tenha sido um pouco pior do que a expectativa de parte do mercado, ele auxilia no alinhamento das expectativas dos investidores acerca das trajetórias da inflação e dos juros no país.

    O mercado espera que o Banco Central do Brasil (BC) mantenha o patamar atual da taxa básica de juros, a Selic, — hoje em 15% ao ano — em sua deliberação na próxima quarta-feira, 17. No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve reduzir os juros nos Estados Unidos, aumentando o diferencial entre as taxas brasileira e norte-americana. O movimento beneficia o câmbio brasileiro. Na manhã desta quarta-feira, 10, o dólar registrou queda de 0,7%, cotado em 5,40 reais por volta de 12h.

    Os investidores também acompanham atentos o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Supremo Tribunal Federal (STF). A provável condenação do principal líder da direita brasileira gera especulações sobre as eleições de 2026 e a perspectiva de alternância de poder no Palácio do Planalto. Bolsonaro é acusado de tentativa de golpe de Estado. Os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação do ex-mandatário, na terça-feira, 9. Na manhã desta quarta-feira, contudo, o ministro Luiz Fux divergiu dos colegas da corte e votou pela anulação de todo o processo por considerar o STF incompetente para julgar os réus. Mesmo que acabe derrotado, o voto de Fux é visto por aliados do ex-presidente como uma possível brecha para anular o julgamento no futuro.

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