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Bolsa se ajusta à véspera, descola de NY e sobe 1,80%

Por Da Redação 8 set 2011, 17h33

A Bolsa de Valores de São Paulo não repetiu hoje o comportamento dos quatro pregões anteriores de setembro, quando teve variação superior a 2%, tanto para o terreno positivo quanto para o negativo. Hoje, passou boa parte do pregão também neste patamar, mas o ritmo diminuiu depois do discurso do presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, no meio da tarde. O mercado acionário doméstico, no entanto, fechou ainda com alta consistente, na contramão das bolsas norte-americanas.

O índice Bovespa terminou o pregão com ganho de 1,80%, aos 57.623,63 pontos. Na mínima, operou estável nos 56.609 pontos e, na máxima, atingiu os 58.242 pontos (+2,89%). No mês, acumula elevação de 2%, mas, em 2011, cai 16,85%. O giro financeiro totalizou R$ 6,329 bilhões. Os dados são preliminares.

Sem refletir o conteúdo da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado hoje pela manhã, a Bovespa subiu em reação ao desempenho das bolsas internacionais na véspera, quando o feriado do Dia da Independência fechou o mercado doméstico. A alta aqui foi menor do que a no exterior, explicaram os especialistas, porque parte dela já havia sido antecipada na terça-feira, dia em que o Ibovespa avançou 2,93%.

A Bolsa, assim, fechou na contramão de Wall Street, onde o Dow Jones perdeu 1,04%, aos 11.295,81 pontos, o S&P-500 caiu 1,06%, aos 1.185,90 pontos, e o Nasdaq recuou 0,78%, aos 2.529,14 pontos. Os investidores aguardam o discurso do presidente dos EUA, Barack Obama, esta noite, quando deve anunciar um pacote para estimular o mercado de trabalho. A fala do presidente do Fed, Ben Bernanke, não trouxe novidades – nem medidas -, decepcionando os investidores.

As bolsas da Europa, por sua vez, terminaram com altas – mais tímidas que a da véspera -, apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter reduzido sua previsão de crescimento e sinalizado o fim da trajetória de elevação de juros na zona do euro. O presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, alertou para a intensificação dos riscos de piora da atividade e indicado que novas altas de juros estão fora de discussão.

Petrobras ON avançou 1,29% e Petrobras PN valorizou 0,93%. Na Nymex, o contrato futuro do petróleo para outubro perdeu 0,32%, a US$ 89,05 o barril. Vale ON subiu 2,20% e Vale PNA, +1,84%.

Usiminas PNA ficou 1,96% mais cara e Usiminas ON avançou 7,99%, com a notícia de que a CSN fez nova ofensiva para adquirir mais participação da empresa.

(Com Agência Estado)

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