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BOLSA EUA-Índices fecham quase estáveis e volume baixo

(Texto atualizado com mais informações após o fechamento oficial)

Por Rodrigo Campos

NOVA YORK, 4 Jan (Reuters) – As bolsas norte-americanas encerraram praticamente estáveis o pregão de baixo giro financeiro desta quarta-feira, eliminando as perdas exibidas mais cedo, com dados econômicos positivos dos Estados Unidos minimizando temores com os problemas de dívida na zona do euro.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 0,17 por cento, para 12.418 pontos. O índice Standard & Poor’s 500 teve oscilação positiva de 0,02 por cento, para 1.277 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaqteve variação negativa de 0,01 por cento, para 2.648 pontos.

Os índices se ativeram aos grandes ganhos do dia anterior, mesmo tendo ocorrido uma expressiva queda do euro contra o dólar. Os bancos dos EUA se saíram notavelmente bem, mesmo com as más notícias da Europa se centrando em torno das dificuldades que assolam alguns credores europeus.

Os mercados de crédito estão elevando os preços para que bancos europeus levantem capital e para que países da zona do euro refinanciem suas dívidas.

O último sinal de estresse veio do maior banco da Itália, o UniCredit, cujos papéis caíram quase 10 por cento após ele oferecer a venda de 7,5 bilhões de euros (9,8 bilhões de dólares) em ações com um desconto significativo para melhorar seu resultado financeiro.

Um índice das ações de bancos europeus recuou 1,6 por cento, mas, em Nova York, o índice de bancos KBW teve valorização de 0,34 por cento.

“Certa parte do que tem ocorrido nos EUA nas últimas semanas tem estado desvinculado da Europa”, disse Jim Paulsen, vice-presidente de investimentos da Wells Capital Management, em Minneapolis.

“Não é que tenhamos nos isolado, mas o fato de você poder verificar mais frequentemente que o euro caiu e o mercado subiu é uma evidência de que, em partes, eles se desvincularam”, disse. “Se a economia norte-americana está crescendo novamente, ela está muito menos vulnerável a choques externos”.

Investidores foram encorajados por um forte aumento de novas encomendas de bens industriais dos EUA em novembro, uma nova evidência de recuperação.

O euro, que esteve colado ao mercado acionário durante a maior parte do último trimestre, despencou para seu menor nível contra o dólar em quase uma semana.

REUTERS PJ FC