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BNDES quer emprestar mais para a cadeia de petróleo

Desde setembro do ano passado, 3 bilhões de reais já foram emprestados. Se o ritmo continuar, a meta de 4 bilhões até 2015 será cumprida antes do prazo

A forte demanda por financiamentos na cadeia do petróleo deve fazer com que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) amplie o volume de recursos disponíveis para empresas fornecedoras de bens e serviços do setor. No lançamento do programa específico para a área de petróleo e gás, em setembro do ano passado, o BNDES projetou a meta de disponibilizar 4 bilhões de reais até dezembro de 2015. O montante, contudo, deve ser alcançado antes desse prazo devido à forte demanda por parte de fornecedores da indústria.

As informações foram apresentadas pelo chefe da área de petróleo e do departamento de gás na cadeia de Abastecimento do BNDES, Ricardo Cunha da Costa, no Fórum Internacional de Executivos de Conteúdo Local, que acontece nesta sexta-feira em São Paulo (SP).

Costa relata que o banco de fomento já possui em carteira financiamentos de 3 bilhões de reais e que, apenas neste ano, a previsão do BNDES é desembolsar 750 milhões de reais – número que subirá para 1 bilhão de reais em 2013. “Se esse ritmo continuar, vamos superar os 4 bilhões de reais antes do prazo”, afirmou. Ele comentou ainda que, se o ritmo continuar, mais recursos podem ser disponibilizados ao setor no futuro.

Financiamento – O plano, voltado a atender empresas que fornecem bens e serviços para as grandes petrolíferas, tem atraído companhias locais e também grupos estrangeiros que atuam no Brasil, e que querem fazer com que seus braços daqui se tornem mais competitivos.

Outra alternativa cogitada, mas ainda não viabilizada, é a possibilidade de financiamento no modelo de empresa âncora, no qual uma grande companhia assume o papel de seguradora da operações de financiamento feitas por empresas menores.

O pacote do BNDES voltado a empresas de menor porte da cadeia de petróleo e gás é considerado tímido, mas importante devido à necessidade de financiamento dessas empresas. O banco estima que a cadeia de petróleo e gás investirá aproximadamente 400 bilhões de dólares até 2020, sendo mais da metade desse montante desembolsado pela Petrobras.

(com Agência Estado)