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Bitcoin alcança US$ 18 mil em sua estreia no mercado futuro

A moeda virtual estreiou na bolsa de Chicago neste domingo e os contratos baseados na cotação tiveram alta

Por AFP 11 dez 2017, 14h31 | Atualizado em 4 jul 2026, 23h07
Bitcoin alcança US$ 18 mil em sua estreia no mercado futuro Priorize VEJA no Google

O bitcoin, a polêmica moeda virtual, fez neste domingo uma estreia triunfal no mercado financeiro internacional, superando sem dificuldade os 18.000 dólares (59.212 reais) por unidade no mercado futuro e aumentando a preocupação de alguns investidores com o risco de uma bolha.

Sob o símbolo “XBT” e com um preço de 15.000 dólares (49.343 reais), um dos primeiros produtos financeiros que permitem apostar sobre a cotação futura da moeda virtual estreou às 23h do horário local (21h de Brasília) de domingo na Chicago Board Options Exchange (Cboe), uma das duas plataformas de negociação deste tipo de contratos nos Estados Unidos.

Começou com volatilidade e um forte tráfego, que tornou inacessível o site da Cboe durante os primeiros 20 minutos. A direção da plataforma, no entanto, informou que as operações não foram afetadas e devem encerrar a primeira jornada nesta segunda-feira às 21h15 (19h15 de Brasília).

Às 3h20 GMT (1h20 de Brasília), a moeda virtual era negociada a 17.750 dólares (58 390 reais) por unidade para o contrato futuro previsto para 17 de janeiro, superando assim o valor máximo registrado nas plataformas alternativas da internet onde era negociada até agora sem qualquer regulamentação.

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Futuro

Um contrato futuro é um produto financeiro que permite aos investidores apostar sobre a evolução de uma moeda, ou seja, se o preço vai subir ou cair. Estes instrumentos constituem a primeira oportunidade oficial para os investidores profissionais de investir no bitcoin, criado em 2009 e do qual muitos desconfiam pela ausência de regulamentação e falta de transparência, que transformaram a moeda virtual em um ativo popular entre criminosos e traficantes que desejam lavar dinheiro.

A Cboe “dá legitimidade porque reconhece que o bitcoin é um ativo como qualquer outro [dólar, euro, petróleo, gás, soja] que pode ser negociado”, explica Nick Colas, analista da Data Trek Research.

A estreia da moeda virtual em um grande mercado internacional foi “bastante tranquila e estável”, disse Bob Fitzsimmons, diretor de contratos futuros da Wedbusch Securities. Nas primeiras quatro horas e meia foram registradas 1.694 operações, informou a Cboe. “As negociações acontecem de acordo com o previsto”, explicou a plataforma.

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As negociações são exclusivamente eletrônicas. Sem existência física, o bitcoin apoia-se em um sistema de pagamento entre pessoas P2P baseado em uma tecnologia denominada “blockchain”.

Dúvidas

A moeda virtual divide os economistas, grandes instituições financeiras e investidores, mas encontrou eco em países excluídos do sistema financeiro americano, como a Venezuela, ou com uma inflação e deflação elevadas.

O entusiasmo chegou recentemente aos países ocidentais, onde as ações das empresas cotadas são muito caras, o que empurra alguns investidores e pequenos correntistas a buscar outros produtos financeiros.

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Mas para Jamie Dimon, diretor executivo do banco americano JPMorgan Chase, o instrumento é uma “fraude”. E uma “bolha especulativa” que provavelmente vai “implodir”, na opinião dos vencedores do Prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz e Jean Tirolle.

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