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BC nega que diretor tenha recomendado compra de carteira podre do Master pelo BRB

O diretor Ailton de Aquino diz que pode tirar o sigilo de mensagens para mostrar que não patrocinou venda de ativos do Master

Por Felipe Erlich Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 jan 2026, 11h02 • Atualizado em 23 jan 2026, 11h27
  • O Banco Central (BC) emitiu uma nota nesta sexta-feira, 23, negando que o seu diretor de fiscalização, Ailton de Aquino, tenha recomendado ao BRB a compra de carteiras fraudadas do Banco Master. O posicionamento da autoridade monetária sucedeu uma coluna publicada no jornal O Globo nesta sexta-feira, segundo a qual Aquino teria enviado mensagens ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, pedindo que o banco estatal de Brasília ajudasse o Master a resolver seu problema de liquidez através da compra dos ativos. “O Diretor Ailton de Aquino afirma que, obviamente, jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas”, diz a nota publicada pela autarquia.

    Na nota à imprensa, o Banco Central defendeu a atuação de Aquino na apuração dos fatos relacionados ao escândalo do Banco Master. “Sob o comando do diretor Ailton de Aquino Santos, a área de supervisão da autarquia foi responsável pela identificação de inconsistências nas referidas operações, tendo, de imediato, promovido rigorosas investigações”, diz o texto.

    Partiu de Aquino “a iniciativa de submeter à Diretoria Colegiada do Banco Central a proposta de liquidação extrajudicial das instituições do Conglomerado Master”, diz a autoridade monetária.

    O diretor de fiscalização do BC colocou suas informações bancárias e fiscais, e os registros das conversas com Paulo Henrique Costa à disposição do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, segundo o comunicado da autoridade monetária.

    Sobre tentativas de compra de ativos do Master pelo BRB, o Banco Central lembrou que “compete a cada instituição financeira, conforme a legislação em vigor, a exclusiva e integral responsabilidade pela análise da qualidade dos créditos que adquire em mercado, devendo manter os procedimentos e controles internos necessários para o adequado gerenciamento dos riscos de seus negócios”.

    O Banco Central determinou a liquidação do Master no último mês de novembro em meio a uma suspeita de fraude na ordem de 12 bilhões de reais. A Justiça determinou o afastamento do então presidente do BRB, que vinha adquirindo créditos do Master desde 2024.

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