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Barroso: ‘Exigências britânicas ameaçam a zona do euro’

Presidente da Comissão Europeia critica atuação de britânicos no movimento de reformulação do tratado do bloco europeu

Por Da Redação 13 dez 2011, 09h00

As exigências britânicas durante a reunião de cúpula europeia representaram uma ameaça para a integridade do mercado único, afirmou nesta terça-feira o presidente da Comissão Europeia (CE), José Manuel Durão Barroso. “O acordo intergovernamental alcançado em Bruxelas em 9 de dezembro para a zona do euro é um acordo de 27 países menos um”, lamentou o chefe da Comissão no Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

Vinte e seis países da UE, com exceção da Grã-Bretanha, aprovaram na sexta-feira um novo pacto fiscal europeu. “A Grã-Bretanha, em troca de sua aprovação, pediu por um protocolo específico para seus serviços financeiros que representou uma ameaça à integridade da união monetária”, destacou.

“Infelizmente, alcançar este compromisso era impossível e por isto não foi possível chegar a uma solução que envolvesse os 27 membros da UE”, completou. Desta maneira, os dirigentes europeus não conseguiram levar adiante o ambicioso plano de reformar os tratados, para o qual precisavam da unanimidade de seus membros.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, defendeu na segunda-feira o veto a um novo tratado europeu como a “resposta correta” à recusa dos sócios de aceitar as exigências britânicas. Cameron afirmou que as garantias solicitadas por Londres eram “modestas, razoáveis e relevantes” para proteger essencialmente a City, o principal centro financeiro do mundo ao lado de Nova York.

O presidente francês Nicolas Sarkozy afirmou que existem claramente duas Europas, mas disse que não imagina a saída da Grã-Bretanha do mercado único da UE.

(Com agência France-Presse)

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