Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Bandeira tarifária já teria encarecido conta de luz

Brasileiros estariam pagando R$ 3 a mais por cada 100 quilowatt (kW) consumido, já que fevereiro está com bandeira vermelha na simulação da Aneel

Por Da Redação 4 fev 2014, 09h36

Se o governo não tivesse adiado a entrada em operação do sistema de bandeiras tarifárias, o brasileiro já precisaria começar a controlar o uso da eletricidade para não levar um susto no fim do mês. No esquema, o custo de energia varia a cada mês, dependendo do custo do sistema elétrico naquele período, especialmente com as termoelétricas, usinas mais caras. Se a bandeira estiver verde, isso significa que o regime de chuvas ajudou na elevação do nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas e exigiu-se menos das térmicas. Se estiver vermelha, o alerta é para pisar no freio com o consumo de energia porque a conta ficará mais cara. A cor amarela seria um patamar intermediário de preço.

Como neste momento o sistema vive sob forte estresse por causa das chuvas abaixo da média histórica – o terceiro pior volume em 84 anos -, a bandeira é vermelha. Ou seja, se estivesse valendo, o consumidor pagaria 3 reais a mais para cada 100 quilowatt (kW) consumido. O consumidor pode decidir se reduz o uso da energia ou se paga mais. Segundo cálculos da consultoria Thymos Energia, nesse caso a conta de luz de um brasileiro que não conseguisse reduzir o consumo seria 9% maior. No caso das indústrias, o impacto seria bem mais pesado: 11%. Em janeiro, a bandeira definida pela Aneel era amarela, que significaria acréscimo de 1,50 real a cada 100 kW (na verde, não há aumento).

Leia mais:

Preço da energia dispara e previsão é de calamidade para o ano​

Lobão nega risco de desabastecimento de energia

A regra já era para valer a partir de janeiro de 2014, mas, em meados de dezembro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu adiar a entrada em vigor do novo sistema para janeiro de 2015. O motivo oficial divulgado pela agência foi o “aperfeiçoamento do sistema”, mas acredita-se que também tenha sido adiado para evitar a disparada da inflação. Para o diretor de Regulação e Gestão em Energia da Thymos Energia, Ricardo Savoya, se as bandeiras tarifárias estivessem em vigor no ano passado, a redução prometida pela presidente Dilma Rousseff teria sido praticamente zerada.

Continua após a publicidade

“Em média, o pacote lançado pelo governo em setembro de 2012 reduziu os custos em 14%. Considerando o volume de térmicas acionadas no ano passado, com as bandeiras tarifárias, a redução teria sido de 4%”, calcula o executivo.

O sistema está em teste desde maio e continuará assim até 31 de dezembro deste ano. Hoje a alta de custos é repassada apenas uma vez ao ano aos consumidores, via revisão ou reajuste tarifário de cada distribuidora. Porém, em uma jogada política, o Tesouro está financiando grande parte do aumento de custos e jogando a conta para 2018.

Leia ainda: Preço da energia de curto prazo atingirá recorde na próxima semana

Governo federal busca saída para caixa da Eletrobras

A situação não seria diferente neste ano. Na semana passada, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou a entrada de 15,5 mil megawatts (MW) de energia termoelétrica para evitar a redução dos reservatórios, especialmente na Região Sudeste – que no domingo estava em 39,98% da capacidade de armazenamento.

Embora seja um teste, as distribuidoras estão divulgando, na fatura mensal, a simulação da aplicação das bandeiras. O consumidor poderá compreender qual bandeira estaria valendo se o sistema já estivesse em funcionamento.

(com Estadão Conteúdo)

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique. Assine VEJA.

Impressa + Digital

Plano completo de VEJA. Acesso ilimitado aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias 24h e revista digital no app (celular/tablet).

Colunistas que refletem o jornalismo sério e de qualidade do time VEJA.

Receba semanalmente VEJA impressa mais Acesso imediato às edições digitais no App.



a partir de R$ 39,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos de VEJA no site, com notícias 24h e ter acesso a edição digital no app, para celular e tablet. Edições de Veja liberadas no App de maneira imediata.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)